Educação continuada e transformação digital

Pixabay

As constantes mudanças que ocorrem velozmente há tempos na sociedade, alteraram a percepção de valor das pessoas em relação a continuidade do trabalho e manutenção da carreira.

Os últimos acontecimentos causados pela pandemia do COVID-19, aceleraram as transformações como trabalho remoto, impactos econômicos e criaram novos padrões de qualidade de vida que outrora eram tendências e atualmente, são parte integrante da vida das pessoas.

Um fato determinante para a adaptação a esse novo universo é o investimento massivo em educação continuada não apenas para se manter competitivo mas, interpretar as novas linguagens do business que a transformação digital criou e são primordiais para a empregabilidade.

Outra habilidade bastante demandada é o desenvolvimento das soft skills no ambiente de trabalho e fora dele uma vez que, os relacionamentos são indissociáveis para obtermos resultados concretos e esse entendimento interpessoal, é a chave do sucesso.

“O futuro dos seres humanos dependem da educação. Toda tecnologia e sua adaptação trabalhada hoje forma uma série de caminhos para o ser de amanhã percorrer.”

Leonardo Tomé

Evidentemente que existem outros perfis e características que são diferenciais para nos destacarmos nessa seara competitiva e mutável entretanto, possuir tais habilidades e não aplicá-las no momento oportuno, torna-se ineficaz e contraproducente assim, é imperativo definir prioridades e ter um propósito bem definido.

Entender e analisar os impactos das novas tecnologias é um exercício intrincado exigindo bastante dos processos cognitivos e, mais ainda, quando envolve o bem estar social e profissional das pessoas numa sociedade onde algumas certezas num cenário inóspito são a mudança e a capacidade de resolver problemas cada vez mais complexos.

Por outro lado, a tecnologia encurta as distâncias e provê facilidades de aprimoramento educacional com uma série de ferramentas e recursos disponíveis no meio, compete ao indivíduo, aproveitar essa disponibilidade e compartilhar o conhecimento desta forma, ele estará mais preparado para lidar com as incertezas e construir no presente, um futuro melhor.

Porque estar disponível no âmbito profissional é tão controverso?

A vida frenética e a necessidade em apresentar resultados fazendo mais com menos, levou o profissional do novo milênio a refletir se, é melhor estar ou não disponível para qualquer tipo de demanda que requeira ação imediata?

Essa pergunta força uma reflexão a respeito do perfil ideal para atender esse requisito que descreve um profissional altamente dedicado, comprometido e focado nas metas do negócio e invariavelmente, terá que abrir mão de algum desejo de realização pessoal ou familiar para atingir o sucesso no entanto, há limites que devem ser considerados.

O novo cenário provocado pelo surgimento da COVID-19 criou uma linha tênue entre a forma de trabalho remoto e outras transformações comportamentais, onde a condição de estar sempre disponível, pelo menos virtualmente, pode acarretar o surgimento do estresse e outras doenças da modernidade com as escolhas da inconsequente disponibilidade.

“Exceder as expectativas quando almejamos um resultado sem precedentes é gratificante entretanto, este deve ser alcançado com equilíbrio.”

Isso colocaria em risco não só a vida da pessoa como abreviaria os anseios de felicidade e as possíveis conquistas que surgiriam caso optassem por uma decisão mais sensata.

Não é preciso ser especialista para saber que essa conta não fecha e mesmo no momento de incerteza como o atual, deveríamos reservar um tempo para o planejamento e o autoconhecimento, negligenciar estas etapas no processo, é como andar numa corda bamba sem rede por baixo e ainda pior, sem garantias.

Estar disponível nem sempre é algo abominável contudo, é imperativo questionarmos até onde deveríamos ir para alcançar nossos objetivos este é o primeiro passo antes de assumirmos qualquer “projeto dos sonhos” de maneira eufórica, caso contrário, pode se tornar um pesadelo alucinante com consequências imprevisíveis a longo prazo.

E a sua disponibilidade é negociável?

As descobertas e suas lições proporcionadas pela leitura

Para não dizer que não falei das flores, apresento minhas compilações sucintas de alguns livros que apreciei muitíssimo num determinado período.

Bem, como a lista é grande e só aumenta, irei mencionando em doses homeopáticas periodicamente.

Uma biografia:

A biografia de Roger Federer – René Stauffer

O que falar desse genial tenista com uma trajetória fantástica e repleta de desafios. Uma força mental e física inigualáveis, características indispensáveis para forjar grandes campeões, alguém que nos presenteou com partidas épicas e memoráveis, vários títulos, muita magia nos golpes e uma personalidade carismática, digna de ser admirada.

Um livro indicado por alguém:

A única coisa – Gary Keller

Foco, a palavra que é o cerne desse livro impactante para quem está disposto a mudar o mindset e obter resultados acima da média. E não esqueçamos do tripé intenção, propósito e prioridade.

Um livro que esteja na lista dos mais vendidos:

Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

Este best seller dá ênfase a uma das melhores ferramentas de êxito na vida: o networking. Ele apresenta técnicas eficazes para se relacionar com as pessoas, obtendo e proporcionando vantagens competitivas bem como, ajudar a moldar um perfil vencedor e hábitos produtivos, um atributo destacado em pessoas bem-sucedidas.

Um livro para ler em um dia:

Dez bons conselhos de meu pai – Gustavo Cerbasi

Conselhos para a vida são sempre bem-vindos mas, existem alguns que nos fazem refletir e se aplicados de forma sistemática, podem moldar a nossa personalidade e definir a nossa jornada para uma vida plena, equilibrada e saudável.

Um livro escrito por uma mulher:

Disrup talks – Flávia Gamonar, Juliana Munaro, Glauter Jannuzzi

Disrupção é um neologismo que tem como significado a interrupção do curso normal de um processo. Algo que nos faz pensar além dos termos e conceitos convencionais, seja um negócio, projeto ou direcionamento de carreira.

Hoje ter uma proposta nessa linha, pode fazer muita diferença principalmente, numa era de competição acirrada e alta tecnologia na busca de destaque no mercado. Uma coisa é certa é sempre será: a mudança, ela ocorrerá hoje e sempre!

Um livro de um autor nacional:

O código da inteligência – Augusto Cury

Uma vez mais o autor explora as entranhas da mente e revela os códigos que podem nos levar a um nível de inteligência socioemocional elevado para termos uma vida próspera.

Ele também revela os medos inerentes as armadilhas que nos acometem diariamente e oriundos de traumas do passado, as janelas killers que abrimos constantemente seja para nos manter numa pseudossegurança, seja para nos vitimizar perante uma situação que deveríamos enfrentar mas, ficamos aturdidos.

Ao decifrarmos esses códigos tornamo-nos pessoas mais humanizadas e emocionais liberando nossa criatividade, a arte de pensar e diminuímos o estresse.

Tecnologia, educação e a transformação das pessoas

As mudanças que ocorrem no mundo numa velocidade alucinante proporcionadas pelos avanços tecnológicos, tem impacto real no comportamento das pessoas, cada vez mais distantes e com foco no urgente, por consequência, reduz o tempo de convívio com a família e interfere na qualidade de vida tornando os momentos realmente felizes, fulgazes e repletos de estereótipos.

Todo esse teatro fabricado é a credencial para sermos aceitos na adaptação da sociedade do consumo e das aparências.

Por outro lado, é inegável as benesses causadas pelas novidades da modernidade em nossas vidas, evidenciadas pelas possibilidades de acesso a qualquer coisa dantes, inimagináveis.

Para aproveitar todo o manancial de informação deveremos primeiro, saber separar o que é relevante na linguagem digital e adaptar aos nossos hábitos em face a grande seara de dados existentes que trafegam todos os dias na web além disso, há o risco do uso indevido dos nossos dados sem autorização prévia bem como, a segurança em ambientes críticos, vide o escândalo do facebook e Cambridge Analytica. Esperamos que a aplicação da LGPD possa mitigar esses problemas.

O envolvimento com a tecnologia é inevitável não importa o perfil do indivíduo, é imperativo ter discernimento e saber transitar pela supervia digital porque tudo que usamos ou que tencionamos usar, está repleto de interatividade e modernidade facilitando as tarefas, encurtando as distâncias e relativizando o tempo.

A mudança no status social em algumas classes confirmam os avanços da tecnologia e pode ser medido pelo aquecimento da economia no consumo de produtos digitais mesmo diante dos problemas financeiros internos em nosso país todavia, esta facilidade de acesso deve ser desfrutada com cuidado evitando os excessos desta forma, é possível evitar a frustração e a ansiedade.

A facilidade do crédito por meio de diversas formas, contribui para moldar esse cenário que apesar de incerto, é agravado com as instabilidades no cenário político e má gestão da máquina pública.

É importante a participação ativa de todos para a mudança acontecer e não observar passiva as ações dos governantes pois, a cada nova gestão, é necessário um tempo para resolver o legado catastrófico dos mandatos anteriores.

As mídias sociais e outros meios de informação em tempo real tem colaborado para conscientizar as pessoas entretanto, é preciso ter cuidado filtrando a qualidade dessa informação veiculada e evitar a polarização e discursos haters porque em nada contribuem para o desenvolvimento e crescimento das pessoas.

Esse texto não tem conotação política mas, existem problemas sociais difíceis e históricos em nossa sociedade e se quisermos de fato promover a mudança educacional com o auxílio da tecnologia, porque continuamos apenas observando convenientemente e não nos tornamos protagonistas da nossa história? A ausência de uma ação planejada com objetivos aliada ao comprometimento de todos, poderiam ser decisivas para isso.

“Educar é criar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”

Jean Piaget

O filme A Sociedade dos Poetas Mortos com clareza nos mostra sempre a existência da possibilidade de ir além dos limites pré-estabelecidos pela sociedade principalmente na educação, com ênfase na tecnologia sem, contudo, esquecer o pensamento crítico e a autonomia cada vez mais presente em nossa sociedade e, quando nos referimos a educação, considerando a sua essência catalisadora de transformação, isto é bastante significativo, é sensível e envolverá o ativo mais importante no processo, as pessoas.

As soluções existem basta usar as ferramentas disponíveis e a força indômita do ser, não há fronteiras, censura ditatorial ou qualquer outro impedimento remanescente do passado analógico, o acesso a informação está ao alcance de todos, basta tornar possível a materialização da mudança para que ela possa acontecer e impactar positivamente nossas vidas.