Dia 9: Em busca do equilíbrio na felicidade da existência

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Caro amigo, há muito que ensaio uma conversa franca contigo, porque a estima é grande e, sinceramente, tenho me preocupado com você, uma pessoa distinta, cheia de sonhos e energia ilimitada que aspira ser um profundo conhecedor de tudo, sempre com o objetivo em ajudar alguém — muito nobre a sua atitude e repleta de valores e princípios entretanto, irei alertá-lo, a realidade é outra com caminhos muito acidentados e a direção é mais incerta do que você imagina.

Vamos lá, sem mais delongas, de volta para o passado nos idos de 90 onde um jovem que acabara de chegar a uma terra desconhecida para trabalhar, após uma transferência de empresa, ainda com o sonho do futebol latente em sua mente, mas, ciente que ficaria mais difícil daqui em diante.

Então você pensou, ponderou e resolveu concretizar o objetivo de ser pai, conheceu uma menina legal e foram se conhecendo e conhecendo-se, foram até casarem-se e ter as duas belas e iluminadas crianças, embora, sua clarividência em relação a elas, já havia se materializado muito tempo atrás em sua mente.

Estes acontecimentos são únicos em nossa vida e me fazem acreditar ainda mais na humanidade. Cara, que alegria ver seu semblante quando você, primeiro recebeu a notícia do nascimento da sua primogênita e depois, o encontro que ficaria marcado para sempre em sua história, onde quer que ela fosse declamada.

Anos se passaram e o seu amadurecimento parecia não chegar da forma que você havia idealizado, pôxa! Não era para ser assim, mas, vamos em frente!

Entre indecisões e erros sem explicações, você foi seguindo até chegar ao mundo, a outra herdeira. E toma felicidade nisso para vocês e mais mudanças na relação porém, você ainda não estava pronto.

Sim, você tentou bastante, talvez precise buscar ajuda, mudar de fato, mas, não o fez; sempre podia resolver tudo, não é mesmo? Talvez tenha resolvido mais problemas alheios e se esquecido de priorizar a pessoa mais importante, você! Não, não é egoísmo. Acho que hoje, depois de inúmeros revezes, você aprendeu a lição.

Você vivenciou mais momentos bons do que ruins contudo, os “bad times”, deixaram cicatrizes profundas que ecoam até hoje no entanto, é imperativo deixar o passado no passado para que este sirva de reflexão e forneça sabedoria nos dias atuais.

Então, depois de percorrer as infovias da vida, acompanhar o crescimento e amadurecimento das suas meninas mesmo a distância e com encontros eventuais, você está aqui para confirmar estas linhas que resumem um pouco sua trajetória.

Existem muitas passagens curiosas e que valem capítulos a parte com mais densidade na retórica mas, por hora finalizamos.

Ah, antes de decretar o ponto final de maneira capital neste episódio, me reservei o direito de aconselhá-lo a respeito de algumas coisas que o estudo do estoicismo me proporcionou. Apenas leia, pesquise, entenda o significado e reflita com clareza, são eles:

A Dicotomia do Controle — Ter uma vida equilibrada para saber diferenciar as coisas que estão ao seu controle do que não estão e sabedoria para distinguir ambas;

Amor Fati — Aceitar o mundo como ele é, não se preocupando com coisas fora do seu controle pois, viver é mudar;

Memento Mori — Aprender a contemplar nossa própria finitude logo, devemos apreciar cada momento da vida de forma intensa;

Fuga Mundi — Um modo de se defender das ilusões e frustrações causadas pela vida em sociedade.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!

#DesafioDoMatheus #escritacriativa

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