A distopia da liberdade

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Um dos maiores desafios do ser humano é, de fato, encontrar a liberdade plena, algo que buscamos há muito como civilização e tentamos captar num esforço cognitivo tremendo, procurando interpretar o seu significado, sua veracidade e existência.

Esta busca incessante com intuito de comprovar e sentir este estado de independência, parece nos aprisionar cada vez mais em uma sociedade dita como moderna tecnologicamente e repleta de simbolismos de status e individualidade que, ao mesmo tempo, cerceia a privacidade e a autonomia.

Em toda a nossa existência terrena marcada pelos períodos históricos de opressão dos conquistadores e sua saga de dominação e subjugo populacional, a humanidade conseguiu encontrar um meio de desvencilhar-se do cativeiro social imposto e conquistar uma condição de dignidade e civilidade isto, é claro, após muitas batalhas e guerras para alcançar seu intento, algo irracional e inaceitável. 

Hoje podemos afirmar que todos os avanços em proporcionar direitos igualitários aos povos, ainda está muito distante do conceito real e genuíno de liberdade em sua essência libertária única de soberania individual.

Os exemplos diários de atentados contra minorias e grupos sociais que reivindicam seus direitos constitucionais, supostamente garantidos por lei sendo ignorados, reforça o discurso peremptório e clama por políticas e ações afirmativas de equidade e reconhecimento meritório, algo que parece inalcançável e utópico, apesar dos avanços neste sentido.

Ao refletirmos a respeito destas questões e procurarmos encontrar respostas e subsídios sustentáveis para um entendimento racional, podemos afirmar também, que ser livre apesar das amarras virtuais, é um posicionamento deveras emocional e, mesmo assim, pode ser exercido por qualquer um, ainda que perdurem modelos sociais pré definidos e estabelecidos.

O homem busca encontrar o mundo ideal para exercer a liberdade como entendimento filosófico entre o individual e o coletivo, entretanto, ao percorrer essa jornada, ele terá consciência que os obstáculos no caminho são na verdade, lições valiosas para a sua evolução constante e perpetuação da sabedoria que o libertará primeiramente em sua mente, moldando-o e transformando a sua essência para enfim, atingir a plenitude.

Uma escolha cosmopolita como estilo de vida

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Há alguns anos, quando eu pensava em viajar o mundo para ter uma formação plural em termos culturais, tradições, costumes e todas as influências que uma pessoa é submetida ao se aventurar em outros países, imaginava as atribulações e burocracias comuns nessa empreitada mas, pensando pelo lado da aventura e autonomia nas decisões me perguntava sempre, porque não?

A boa notícia é que este projeto jamais foi engavetado e tão pouco esquecido, mesmo com a implacável passagem do tempo não impedirá que um planejamento bem elaborado viabilize este ato de ir com um roteiro indefinido, apenas aproveitar e rejuvenescer a alma.

O mundo continua sendo um lugar fascinante, apesar das sérias perturbações sociais, políticas e climáticas contudo, quando nos lançamos em seus caminhos na intenção em cunhar uma identidade cosmopolita, temos em mente o objetivo em desfrutar dos pontos pitorescos, belezas naturais, praticar o desapego e sociabilizar bastante.

Aliás, para mim é o ponto focal de qualquer viagem, imergir profundamente na história do lugar onde as narrativas locais enriquecerão a jornada permitindo-nos sonhar e aguçar a imaginação.

Esta interação aos costumes quando estamos em lugares diferentes em outros continentes, transforma nossa maneira de pensar e nos torna mais abertos e empáticos, refinando os relacionamentos e facilitando a adaptação sob qualquer circunstância.

Uma vez mais a mudança fazendo-se percebida sem a necessidade de pertencimento a determinado lugar, apenas atuar como explorador e expectador, sempre respeitando a região e suas tradições.

Uma característica bastante peculiar e marcante é a absorção do conhecimento, a curiosidade em aprender continuamente e mesclar a cultura local com a nossa, criando algo totalmente inusitado e híbrido nesse caso, a vida pode se tornar mais leve e fluída.

Em experiências únicas como estas, devemos também ter cuidado quanto a nossa integridade física e psicológica pois, como citado anteriormente, todos os lugares, independente da sua classificação de segurança e bem estar, abrigam perigos escondidos onde menos se esperam que existam portanto, checar informações que estão disponíveis sob diversas formas de consulta confiáveis atualmente, é mandatório e recomendável.

Embora viajar não seja algo que possa ser realizado por qualquer pessoa, uma vez que vivemos num mundo repleto de desigualdades onde, infelizmente, nem todos dispõem de condições igualitárias para tal, ainda é um ato fundamental para o desenvolvimento pessoal, a saúde mental e a expansão dos horizontes geográficos e, fundamentalmente, ajuda-nos a colecionar memórias e vivências e não apenas acumular coisas.

Dia 21: Vivamos a vida, viceja a alegria, viva a boemia!

Um dia desses eu pedirei a Deus que antes da despedida terrena, me conceda uma vez mais, a oportunidade em desfrutar dos prazeres da noite, das madrugadas sem fim, do aconchego gostoso das confidentes e que não falte a birita e o violão para alegrar os ouvidos, sempre carentes de uma boa conversa. E assim seguimos, porque a noite ainda nem começou. Afinal de contas, o Rio de Janeiro continua lindo, com seus encantos mil.

Este é o retrato pintado em aquarela, em prosa e verso, descrevendo um passeio pelo bairro mais boêmio e acalentado da cidade, minha saudosa Lapa. Eternizada em belas canções regadas sempre com muita alegria e a retórica característica das tribos que circulam entre os caminhos que levam a recantos mágicos e charmosos.

Os arcos com sua arquitetura suntuosa, é um dos cartões postais do Rio 40 graus. Uma história diferente escrita a cada noite onde a energia contagiante que emana de todos os lugares, quase uma súplica, nos convida a permanecer por lá.

Impossível não mencionar o Circo Voador, reduto da rockeiragem, inaugurado na década de 80, onde a virtuose das grandes bandas que ali desfilaram seu clássicos, transformando o cenário e colocando a audiência num transe apoteótico. Um lugar fantástico com seus eventos únicos e eternos.

Um público diferenciado, é o que se nota quando circulamos entre as mesas das biroscas, bares, pubs e botecos, passando pela sofisticação dos bares badalados onde podemos encontrar desde intelectuais e artistas a anônimos, que dão o tom eclético a atmosfera reluzente e vibrante deste lugar.

É claro que não podemos esquecer o samba, sinônimo de boemia e tradição, um ritmo contagiante e eterno, onde quer que estejamos há alguém empunhando um cavaco ou pandeiro e, basta um som começar para a galera fazer a roda e a temperatura se elevar, sambando até cansar e haja cerveja, caipira e tira gosto. Este é o clima ideal para curtir esse lugar efervescente e sedutor.

Difícil aproveitar todos os pontos pitorescos, becos e points numa única noite, é necessário fazer várias incursões ao local onde é possível descobrir algo novo, mesmo já tendo visitado os mesmos lugares. Um déjà vu envolto numa neblina insólita.

A socialização é algo surreal, os assuntos variadíssimos e extremamente inusitados, aguçam nossa percepção e ampliam nossa visão cosmopolita e comportamental. Um lugar que inspirou muitas histórias e compilou muitas composições memoráveis.

Entre uma conversa e outra percebemos uma despreocupação quase infantil, onde por alguns instantes o tempo parasse e cada mesa fosse um ecossistema diferente embora, compartilhassem a mesma essência e graça carismática que o ambiente proporciona.

Quero crer que minha companhia, elegante e recatada a qual desfruto imensurável prazer, confabulando à horas, durante esta noite agradável de lua nova, possa me sentenciar, junta a ela, a esquecer do tempo e estender nossa permanência aqui ou acolá, como se não houvesse amanhã, entregando-se ao mais puro êxtase libertino.

Afinal de contas, amanhã é outra noite, misteriosa e inconsequente, onde o intervalo do dia serve para refletirmos e rejuvenescer a alma, pois, como um bom e típico flâneur, a vida deve ser vivida intensamente com os deuses da noite como testemunha e a boemia como enigmática anfitriã das paixões e aventuras.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa

Dia 20: Sinopse de um destino

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Alguns episódios em nossas vidas são surpreendentes e por vezes, inusitados mas, como por encanto ou motivados por desafios e circunstâncias alheios à nossa vontade, eles reaparecem e após minutos de reflexão, fazemos um autoquestionamento: Por que não?

Claro, estou me referindo a um sonho de um projeto literário há muito engavetado numa caixa empoeirada, repleta de marcas do tempo, suplicando uma atenção detida e, justamente agora, parece ser a hora de empunhar a arma mais poderosa e temida da face da terra: a caneta!

Dando continuidade aos pensamentos, numa sucessão linha a linha, até a finalização de algo que se assemelha a um livro.

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O tema naquela época, era algo similar a saga de um jovem, ainda cheio de dúvidas, que paulatinamente vai escrevendo a sua história e, a medida que as novas descobertas vão se descortinando em sua trilha cheia de provações, sem pódio de chegada, champagne ou beijos de namorada, ele chega a constatações que mais se parecem enigmas do que respostas.

Nesta jornada sinuosa e repleta de armadilhas ele encontrou a sua força motriz que o impeliu cada vez mais a frente, o fez cometer muitos erros e escolhas pouco ortodoxas contudo, foram primordiais para forjar uma mentalidade de crescimento contínua e racional.

Estamos evoluindo nesse plano e, sabendo disso, precisamos nos desafiar cada vez mais e não sermos meros espectadores. O termo desafiar sempre será entendido como uma competição pessoal, ser melhor do que eu fui ontem, é o oposto da competição com o próximo (não há recordes mundiais em jogo) o que há é a busca incessante por conhecimento e desprendimento das coisas mundanas, sedutoras e materiais que aprisionam a alma e corrompem nossos valores.

Todos os dias quando acordo e cumpro meus rituais matinais, rogo a Deus para que me dê iluminação suficiente para discernir o certo do errado e sabedoria para distinguir as duas coisas, sem no entanto, jamais cometer injustiças.

As pequenas vitórias diárias em qualquer atividade que realizamos, devem ser comemoradas, contudo, esquecidas rapidamente assim, nos manteremos ativos e alertas contra a vaidade e/ou quaisquer pecados capitais que tentem sussurrar em nossos ouvidos, fazendo-nos desviar do caminho da retidão.

Os objetivos que definimos no início da nossa jornada, ainda na infância e juventude, podem ser alterados sem nenhum arrependimento ou mais a frente na vida, se formos tomados pelo sentimento de autocomiseração. As escolhas devem ser feitas e as suas consequências, apenas nossas.

“Não temos todo o tempo do mundo. Afinal, somos finitos. Portanto, as nossas circunstâncias e as nossas oportunidades também o são. A coragem de ser imperfeito é o que nos torna seres únicos e, portanto, temos que seguir em frente porque a sorte segue a coragem (Mário Sérgio Cortella)”.

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Acredito que os spoilers até aqui discorridos, sejam uma prévia do que poderá se tornar esse livro uma vez que, a vida é uma sucessão de escolhas e acontecimentos e, o que nos trouxe até aqui, não necessariamente, nos levará adiante por diversos motivos.

Os métodos laborais e cognitivos de outrora foram substituídos ou sucedidos por outros mais eficazes e modernos. Sendo seres adaptáveis, temos que nos reinventar. A tecnologia comprova isso e as exigências impostas na atualidade, validam tudo o que já foi dito até então.

Quando declaramos alguma coisa ao universo, seja o que faremos ou desejarmos, ele prontamente se encarrega em sinalizar o caminho onde deveremos percorrer, compete a nós entender o seu significado e ajustar as velas para que o trajeto seja menos turbulento pois, no final tudo dá certo, se não deu certo, é porque não chegamos ao final.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 19: A esperança futurista de um mundo melhor

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Estamos habitando um tempo de muita desigualdade, clandestinidade e culto ao ego, onde as coisas são mais importantes que as pessoas e o próximo tem um valor momentâneo, apenas para satisfazer os interesses daqueles que manipulam, subjugam e detém o poder.

Eu concordo que está difícil conviver nesse tempo que deveria ser de belezas e benesses para nós porque, concebemos tecnologia e recursos o bastante para nos proporcionar a riqueza do bem estar e não a barbárie, a iniquidade e o desrespeito ao planeta.

Dito isso, resolvi utilizar meu conhecimento em astrofísica e pôr em prática o projeto de uma cápsula do tempo em forma de nave, que nos levará a futuros menos sombrios e quando for descoberta, as informações nela contidas, poderão iniciar a construção de um mundo diferente, sem injustiças, próspero e sustentável.

Os dados que são gerados em nanossegundos, podem narrar a ascensão e queda da humanidade e mostrar as novas civilizações, o que não fazer para que o mundo seja um lugar habitável e menos inóspito.

Ao contemplar nossas criações que foram projetadas para gerar praticidade, conforto e estabilidade, sentimos orgulho mas, em seguida, a deturpação da informação inerentes a interesses escusos, transformaram nossa vida num cativeiro.

Uma vez mais, as pessoas no centro de tudo tem ao seu dispor a oportunidade em realizar algo importante, no entanto, fazer o certo não dá visibilidade nem status, num mundo onde se valoriza o ter em detrimento do ser, um cenário cada vez mais distópico.

As guerras que devastaram nações e não trouxeram nada de benéfico, serviram para satisfazer vieses políticos, religiosos, étnicos, ideológicos, econômicos, territoriais e vingativos; uma demonstração bizarra e totalmente inaceitável de seres ignóbeis e desprovidos de inteligência.

A extensão dos assuntos catastróficos e genocidas, tomará muito tempo neste relato que tem o objetivo de ser breve e direto, além disso, o enorme banco de dados que a máquina do tempo levará, conterá todo o cerne da questão para uma tomada de decisão sensata e eficaz.

É claro que existe o lado bom da vida porque, para convivermos com alguma sanidade neste mundo soturno, precisamos extrair o melhor de cada um de nós e, ainda temos esta condição, basta olhar ao redor, mesmo com a degradação latente, aproveitamos o melhor da vida hoje, as oportunidades que a tecnologia tem criado, o aumento da expectativa de vida, a mobilização cada vez maior da sociedade para exterminar o preconceito com políticas afirmativas e ambientalistas mais claras e justas, é sim, um pluralismo ideológico onde a diversidade será reconhecida e respeitada, embora, ainda estejamos muito longe do cenário ideal.

Enquanto pudermos sonhar, poderemos conceber, seja daqui a 50 anos ou 1000 anos. O importante é ter consciência que é possível mesmo que pareça improvável pois, nada suplanta a união e vontade indômita do ser.

Nós já experimentamos isso em outros tempos quando povos foram praticamente dizimados e renasceram após muito investimento em educação, trabalho, consciência política, nacionalismo, diversidade e tecnologia.

É difícil curar esta dor e as cicatrizes profundas que restaram são a prova disso mas, temos que seguir em frente e acreditar que a resposta que a cápsula carrega será a chave para a transformação. Convivemos com o passado e aprendemos com ele, no futuro, teremos a certeza que será possível construir um mundo melhor.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 18: Um traje, uma história, um sentimento

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A evolução da vestimenta, é algo que merece um capítulo especial na história da humanidade como tantos fatos e acontecimentos marcantes da nossa trajetória como sociedade principalmente, o final da Idade Média e o começo do Renascimento. Surgia então, a moda como conceito.

Desde então ela vem sendo aprimorada e a cada tendência nos apaixonamos mais; as roupas passam a ser cada vez mais necessárias, não em quantidade mas em qualidade e variedade, uma para cada ocasião.

Afirmo que nesse universo de opções, acabamos por eleger algumas peças, seja por valor sentimental ou estimativo. Tenho uma camisa branca, hoje guardada para posteridade, que comprei faz 32 anos, ainda intacta e com pouquíssimas máculas em seu tecido, uma qualidade rara em comparação a muitos materiais usados atualmente para confecção de roupas.

É uma camisa simples, apenas com o nome do fabricante em relevo bordado no bolso da mesma cor do tecido, quase imperceptível.

As lembranças dos momentos felizes usando-a, serão sempre lembrados porque foram marcantes e influenciaram-me na maneira de sentir e agir.

Outro fato interessante é a forma que a sociedade avalia uma pessoa de acordo com a roupa que esteja trajando e, pode determinar uma imagem positiva ou negativa de alguém; digo isso, porque sempre haverá uma conotação neste sentido.

Julgamentos a parte, esta camisa que utilizei durante muitos anos em eventos e situações pontuais do dia a dia, foi e continua sendo uma ótima aquisição.

O curioso é que naquele dia, eu entrei naquela loja no RJ para comprar outra peça de roupa, acabei comprando é verdade entretanto, fui seduzido por essa camisa que é o objeto central desta narrativa e que encerra ótimas passagens em minha vida.

Muitas peças a sucederam, foram usadas com frequência e depois doadas para que tenham serventia a alguém, sempre procuro cuidar muito bem dos meus objetos pessoais e as roupas são uma delas.

As curtas passagens que me fazem recordar estes momentos são especiais e eternos em minha memória e sempre farei questão de amiúde, mencioná-las.

Apesar de tudo isso, toda a vez que olho o armário aberto, fito-a de relance e penso alto, “ela ainda está ali” e pelo visto permanecerá como símbolo de um saudoso tempo, vividos com muita alegria e intensidade e certamente, deixarão saudades.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 17: Qual o limite da transcendência humana?

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Durante minhas viagens observando, analisando e entendendo a história da humanidade e, principalmente o comportamento humano, sustento a constatação que a nossa mente é uma fronteira que esconde segredos e intriga o intelecto mais evoluído.

Às vezes, quando faço incursões na mente das pessoas, penetrando no seu íntimo para descobrir respostas, é algo similar a um gigantesco labirinto que está prestes a colapsar e me manter aprisionado em algum sonho sem fim.

Sim, desenvolvi a habilidade em penetrar na mente das pessoas e estudar seu DNA, sem que elas consigam perceber a minha presença ou ter a percepção sensorial que alguma coisa interfere em seus pensamentos no passado, presente e futuro.

As histórias e experiências a que fui submetido durante estas sessões, são relatadas num diário quântico que um dia, tomará a forma de um livro etéreo disponível num servidor em alguma galáxia distante, evitando um possível sequestro porque infelizmente a mazela humana é um vírus resistente, altamente contagioso e letal, dito isso, poderemos mapear com precisão a origem dos problemas e colaborar para que as pessoas tenham mais qualidade de vida. Uma evolução do projeto genoma com tecnologia super-avançada.

Essa missão em desvendar o universo oculto na mente das pessoas e contemplar o ser humano como um projeto infinito, me foi concedida durante uma expedição ao planeta K-79B na galáxia de Urkypton, uma outra dimensão que foi descoberta após viajarmos por um buraco negro no quadrante delta próximo a nebulosa Zontariana.

Nesta dimensão, o tempo tem vários universos paralelos que permitem a nós vivermos uma vida diferente e, numa dessas incursões, fui exposto a uma energia fascinante que, de alguma forma, desencadeou poderes dantes inimagináveis. Fui escolhido, tal qual o Neo em Matrix!

O preço a pagar por este dom, é continuar esta jornada de surpresas, pesquisando a mente de cada ser vivo mas, evidentemente, não interferir na vida de ninguém, preservando e mantendo seus segredos e sonhos.

Um estudo grandioso, uma missão celestial. Sempre no limite entre a vida e a morte contrastando com a excitante possibilidade de uma nova revelação.

A vastidão do espaço e suas intrincadas tramas do tempo, sempre fascinaram os cientistas e, quando pudemos finalmente viajar a galáxias distantes através dos buracos negros e universos paralelos, conseguimos de fato, melhorar a vida das pessoas e o nosso planeta com a ciência e, definitivamente desistir da utopia de tentar ser Deus.

A ciência hoje, aliada ao fator conhecimento intergaláctico, proporcionado pela interação com outras culturas mais desenvolvidas, conseguiu entender que a sua existência e perpetuação dependerá da adaptação e cooperação com outras espécies, jamais estivemos sozinhos, seria uma pretensão arrogante e hoje, temos esta certeza.

Quando usamos o poder da mente, mesmo com uma ajudinha de outros mundos, em prol da evolução e satisfação plena das pessoas, presenciamos a existência do divino sem, no entanto, entrarmos num delírio psicótico de visões do paraíso ou portais de luz quando nos encontramos à beira da morte.

Viver uma vida com este propósito místico científico, é um privilégio que a semi-imortalidade nos proporciona, mesmo depois de presenciar tantas partidas, tenho a felicidade em revisitar minha história e a de tantos outros que trilharam a jornada da preservação da espécie e salvação do universo, edificando algo novo e sustentável com a sensação do dever cumprido até aqui.

Vamos continuar firmes na exploração de novos mundos, compartilhar mais conhecimento com novos povos, combater a barbárie ainda impregnada no homem pela sede do poder mas, sobretudo, poder vislumbrar que apesar das batalhas para construir um destemido mundo novo, estamos no caminho certo.

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Dia 16: Há hábitos e hábitos, defina os seus!

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O que é um hábito? Pergunta que tem diversas respostas e múltiplas interpretações. O que podemos afirmar é que seja bom ou ruim, eles demoram a ser desenvolvidos mas, após um tempo decorrido, alguns deles são difíceis de desapegar como o vício compulsivo em chocolate, por exemplo. Hoje, quero falar a respeito dos hábitos pontuais na vida dele, sim, serei meu alter ego, tal como um personagem para ilustrar como descreveriam-me, então, lá vamos nós!

  • A primeira coisa que ele faz ao acordar religiosamente às 5h30 é sair da cama, parar frente ao espelho e agradecer ao Criador por mais um dia, pedindo sabedoria para enfrentar os desafios da vida, por ser presenteado com 1.440 minutos e utilizá-lo da melhor maneira possível. Essa conexão energética dura alguns segundos.
  • A segunda atividade dele é alongar bastante por alguns minutos o que proporciona mais disposição para o dia e, esta atividade se estende para outros exercícios que compõem o pacote voltado para saúde.
  • Na sequência da atividade física, ele se dirige ao banheiro para tomar banho e escovar os dentes. Durante o banho os pensamentos das tarefas e objetivos ficam bem transparentes e as reflexões destes momentos são colocados em compartimentos hermeticamente selados no entanto, interconectados, para serem acessados e revisados durante o dia.
  • Chegar à fábrica da gastronomia, a cozinha, é um momento espiritual para ele, agradecer pelo alimento e desfrutar dele, quando muitos ao redor do globo, ainda são privados de uma única e frugal refeição, é um momento muito celebrado. Ele não esquece, inclusive, que antes de toda a movimentação neste local, ele bebe um copo d’água.
  • Após pôr a roupa, ele senta-se estrategicamente à mesa onde encontra-se sua base digital (PC, notebook, smartphone, livros, HD externo) e etc. Acessa o conteúdo relevante, anota alguma coisa quando necessário, levanta-se, desliga tudo e saí em direção ao trampo.

Cada bloco de texto aborda hábitos simples mas essenciais para começar bem o dia, pelo menos, ele o faz religiosamente, embora, algumas ações podem ser modificadas e outras inseridas, contudo, a base é esta, tal como um ritual estoico similar a disciplina do consentimento.

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Dia 15: Quando a tarefa dispensável, é necessária

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A vida de alguém que optou pela liberdade da solitude, é uma vida diferente, onde a quietude dos pensamentos e a atmosfera silenciosa da privacidade, aguçam o foco e a clareza nas ações. Funciona para mim, gosto deste estilo de vida, embora, não dispense, de forma alguma, o prazer único de uma agradável companhia.

Bem, nem tudo é um vôo em céu de brigadeiro, gosto das coisas em ordem, sou adepto do minimalismo porém, quando se trata de limpar a casa, decididamente, não fico nem um pouco satisfeito.

Faço porque tenho que fazer pois, contratar uma pessoa para esta finalidade é dispendioso e, nesse caso, doo meu precioso tempo com ressalvas.

Eu procuro sempre, ter uma atitude otimista e procurar extrair o melhor de cada situação, transformando insatisfação em solução; neste caso, improviso com um fone, seja estudando idiomas, uma música ou um podcast de algum assunto ligado aos meus interesses.

O motivo para odiar esta tarefa é, pessoal e intransferível, gosto de aproveitar o meu tempo na terra para realizar coisas que agreguem valor a alguém ou um projeto, estudar ativamente, ler e produzir conteúdo, meditar, cozinhar, fazer exercícios físicos, pedalar, viajar, ouvir música e etc.

Mais uma vez reitero que não há nada de errado em destinar um tempo a tarefa de varrer a casa, não é apropriado blasfemar por isso, pode ser até que a ojeriza passe um dia, contudo, prefiro investir minhas horas em outras causas mais relevantes onde me identifico. E definitivamente, esta não é uma delas!

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 14: A riqueza inestimável escondida num roteiro de viagem

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Uma vida que vale a pena ser vivida com entusiasmo e a felicidade estampada no rosto, contagiando e inspirando as pessoas a extraírem o seu melhor, deve considerar a realização de uma viagem para ampliar os horizontes geográficos e construir relacionamentos saudáveis para evoluirmos socialmente mesmo que para isso, tenhamos que nos privar de prazeres momentâneos para o atingimento deste objetivo, contudo, sabemos que existem realidades econômicas diferentes mas, sempre há um meio.

Foi com esse pensamento que embarcamos numa trip doméstica da cidade de Luís Eduardo Magalhães, Bahia com destino a ilha de Itaparica também na Bahia com suas praias paradisíacas e a fonte de água mineral da bica, um lugar que estava em meu roteiro de viagens e foi muito festejado, porque é assim que devemos tratar nossas conquistas, não importa o tamanho e a importância delas.

Nos reunimos no ponto combinado para aguardar o ônibus da excursão, com a saída prevista para às 22h00. Muita alegria e conversas dos mais variados assuntos, marcavam este dia, estava com minha família, minhas meninas eram pequenas e a mãe delas e eu, nos encarregamos da atenção necessária.

Embarcamos e seguimos viagem rumo ao nosso destino, sem pressa, contudo, radiantes e na expectativa da chegada.

Durante a viagem, as paisagens características que nos deparamos nos diversos municípios que antecedem a chegada, contam um pouco a história da chapada diamantina e cidades circunvizinhas com a sua diversidade e belezas inigualáveis.

Ao desembarcarmos, ficamos hospedados num hotel próximo a praia de Armação do Tairu, trocamos de roupa e fomos conferir as águas da baía de todos os santos porque ainda era dia, como rolava uma ondulação, me diverti de bodysurf até anoitecer.

Passeamos bastante pela orla, registramos fotos da natureza e da hospitalidade do povo local e fizemos algumas amizades. Joguei futebol de areia com a galera da praia e até recebi um convite para jogar uma partida valendo. Mas uma vez o esporte integrando e aproximando as pessoas.

As meninas, a mãe delas e eu, nos divertimos muito nestes dias, foram momentos inesquecíveis. É claro que a visita ao Pelourinho não poderia ficar de fora do roadmap assim, pegamos o ferry boat e atravessamos com destino a Salvador.

Realmente “o pelô” é mágico com a sua efervescente vida 24 horas ininterruptas, seu colorido vibrante, arquitetura colonial, culinária típica e uma malemolência jamais vista. Foram muitas fotos e souvenirs para eternizar aqueles momentos.

Retornamos à ilha e ficamos mais um dia antes do regresso para casa, e lá vamos nós prestes a termos mais sessões de descobertas e troca de conhecimentos, o aprendizado é tremendo nestas circunstâncias; uma chance única de compartilhar insights com os cenários magníficos ao redor.

Nos despedimos e embarcamos, mais uma vez sem pressa, curtindo a viagem, apenas contemplando os dias únicos que desfrutamos e se eternizaram em nossa memória.

Um relato cheio de sentimentos, graça e a certeza que uma viagem, além do lazer implícito, é uma forma de desenvolvimento pessoal incomparável, o que reforça a máxima: “Colecione experiências, não coisas!”

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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