Dia 3: Ser um polímata — utopia ou realidade?

O que é um polímata? Esse será o tema que irei explanar, após receber um convite irrecusável do famoso Museu das Obsessões, um lugar com uma atmosfera misteriosa e paredes repletas de ideogramas e enigmas. Então, vamos lá:

Uma pergunta que me intrigava na infância, mesmo sem entender o suficiente para argumentar com profundidade era, o que devemos saber para nossa vida ter significado? As respostas podem surgir das mais variadas direções e motivos inusitados. Era uma dúvida recorrente até que eu ouvi uma palavra que despertou uma intensa curiosidade e aguçou meu interesse em seu significado e complexidade: o polímata.

O entendimento e dimensão da pessoa que detém tais conhecimentos é fascinante e notável em face, as inúmeras possibilidades de realizações que podem ser contempladas; evidentemente que o tempo finito de nossas vidas, limita a aquisição de múltiplos saberes e, o mais importante, aplicar esse conhecimento com sabedoria para o benefício das pessoas.

Havendo intenção, propósito e prioridade, poderemos aprender qualquer coisa que nos dispusermos a fazer uma vez que, mesmo possuindo um dom inato, ele por si não surtirá efeito caso não aplicarmos a prática deliberada na execução. Compreendido isso, partimos para a ação.

Durante anos procurei entender a teoria e praticar aquilo que me propusera a aprender e foram muitas coisas que me identifiquei nessa jornada de descobertas e experimentações para desenvolver habilidades: esportes, música, literatura, idiomas, ocupações técnicas, tecnologia, relações interpessoais, vendas, filosofia, gastronomia e outras tentativas curiosas.

A jornada do saber é divertida e a cada página virada no afã de encontrar a resposta, o suspense aumenta e a ansiedade começa a se desenvolver sem que percebamos, contudo, o preço a ser pago quando a equação não é resolvida, é fatal a longo prazo porque, o tempo é um ativo que depois de desperdiçado, não poderemos mais recuperá-lo.

É claro que jamais tive a pretensão de ser um Da Vinci, Mário de Andrade, Ruy Barbosa e o Dr. Enéas Carneiro, citando alguns iluminados. Gosto de saber, entretanto, tenho pleno entendimento das minhas limitações e, encaro-as com muita humildade e naturalidade. Agradeço ao estoicismo por esta contribuição.

Algumas características que possuo e que assemelham-se ao perfil polímata são: autossuficiência — identificação quase simbiótica com o lifelong learning — sou movido por um grande desejo de realização pessoal — gosto de ensinar. Essas qualidades também são combinadas com uma visão mais holística do mundo.

“O polímata não apenas transita entre diferentes esferas, campos ou disciplinas, mas busca conexões fundamentais entre esses campos, de forma a oferecer percepções únicas para cada um deles.”

Waqas Ahmed

Independente da genética ou não, o ambiente ao qual o indivíduo está inserido, ajudam a moldar este perfil, em contrapartida, as escolas tradicionais acabam por tolher esse fascínio nos mostrando o caminho da especialização que não deixa de ser uma escolha ruim mas, distancia-nos da mágica do questionamento e do método investigativo. O mundo anseia por soluções criativas e diferentes possibilidades de implementações para problemas diversos e o polímata, pode ter as respostas.

Até hoje não sei definir ao certo, se foi obsessão que me impulsionou nessa direção, embora, não me arrependa de nada do que foi construído, tenho algumas conquistas que valorizam a minha jornada pois, contribui sobremaneira ajudando a desmistificar crenças limitantes de algumas pessoas para que estas pudessem seguir seu caminho com mais certezas ao invés de dúvidas. Assim como outras pessoas me ajudaram a chegar até aqui. Acredito que este é o sentido da vida, solidariedade sempre!

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!

#DesafioDoMatheus #escritacriativa

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