A maioria das empresas coleta dados. Poucas tomam decisões com eles.

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Coletar dados é engenharia. Decidir com eles é gestão.

Atualmente, possuir um grande volume de dados armazenado tornou-se a regra nas empresas com o objetivo de transformá-los em ativos valiosos; no entanto, ter a matéria-prima, mas não saber como extrair valor e tomar decisões, é comparável a estocar ingredientes e nunca cozinhar a refeição.

“Data Rich, Insight Poor” (Ricas em dados, pobres em insights). As apresentações são bem elaboradas e contam uma história do passado, mas carecem de estratégia e clareza quanto ao que fazer com um arquivo digital caro que engessa a operação.

Há muita diferença entre disponibilidade de dados e a sua utilização prática, devido aos processos intrínsecos para chegar ao resultado que envolve técnica (coleta, limpeza, etc.) e a decisão que ocorrerá após o dado estar disponível (gestão).

A verdadeira maturidade analítica ocorre quando deixamos de olhar apenas o que já aconteceu, como um “relatório de retrovisor”, e passamos a ser um motor que orienta a próxima ação, reduzindo o risco de cada movimento.

O valor do dado não está em sua precisão milimétrica, mas no poder de reduzir a incerteza. Para converter coleta em ação, é necessário usar métricas acionáveis que, se forem alteradas, obrigam-nos a tomar uma atitude em vez de métricas de vaidade que apenas massageiam o ego, mas não alteram o rumo do negócio.

Um gráfico que não gera perguntas de decisão é apenas um ruído estatístico.

Dados que não agregam valor são passivos; dados aplicados que geram resultados são ativos financeiros. Vantagens competitivas são obtidas com estratégias bem aplicadas com ciclos de retorno mais curtos: a capacidade de observar um evento, analisar o dado e responder operacionalmente com velocidade.

No fim do dia, o sucesso é medido pelo que você faz no intervalo entre a leitura do relatório e a execução da estratégia.

Sua empresa consome os dados para evoluir ou apenas os armazena por protocolo?

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