Dia 18: um traje, uma história, um sentimento.

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A evolução da vestimenta é algo que merece um capítulo especial na história da humanidade, como tantos fatos e acontecimentos marcantes da nossa trajetória como sociedade, principalmente o final da Idade Média e o começo do Renascimento. Surgia então a moda como conceito.

Desde então ela vem sendo aprimorada e a cada tendência nos apaixonamos mais; as roupas passam a ser cada vez mais necessárias, não em quantidade, mas em qualidade e variedade, uma para cada ocasião.

Afirmo que, nesse universo de opções, acabamos por eleger algumas peças, seja por valor sentimental ou estimativo. Tenho uma camisa branca, hoje guardada para posteridade, que comprei faz 32 anos, ainda intacta e com pouquíssimas máculas em seu tecido, uma qualidade rara em comparação a muitos materiais usados atualmente para confecção de roupas.

É uma camisa simples, apenas com o nome do fabricante em relevo bordado no bolso da mesma cor do tecido, quase imperceptível.

As lembranças dos momentos felizes usando-a serão sempre lembradas porque foram marcantes e influenciaram-me na maneira de sentir e agir.

Outro fato interessante é a forma como a sociedade avalia uma pessoa de acordo com a roupa que esteja trajando e pode determinar uma imagem positiva ou negativa de alguém; digo isso porque sempre haverá uma conotação neste sentido.

Julgamentos à parte, esta camisa que utilizei durante muitos anos em eventos e situações pontuais do dia a dia foi e continua sendo uma ótima aquisição.

O curioso é que naquele dia, eu entrei naquela loja no RJ para comprar outra peça de roupa, acabei comprando, é verdade. Entretanto, fui seduzido por essa camisa, que é o objeto central desta narrativa e que encerra ótimas passagens em minha vida.

Muitas peças a sucederam, foram usadas com frequência e depois doadas para que tenham serventia a alguém. Sempre procuro cuidar muito bem dos meus objetos pessoais e as roupas são um deles.

As curtas passagens que me fazem recordar estes momentos são especiais e eternas em minha memória e sempre farei questão de, amiúde, mencioná-las.

Apesar de tudo isso, toda vez que olho o armário aberto, fito-a de relance e penso alto: “Ela ainda está ali” e, pelo visto, permanecerá como símbolo de um saudoso tempo, vivido com muita alegria e intensidade e, certamente, deixará saudades.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa

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