Dia 19: A esperança futurista de um mundo melhor

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Estamos habitando um tempo de muita desigualdade, clandestinidade e culto ao ego, em que as coisas são mais importantes que as pessoas e o próximo tem um valor momentâneo, apenas para satisfazer os interesses daqueles que manipulam, subjugam e detêm o poder.

Eu concordo que está difícil conviver nesse tempo que deveria ser de belezas e benesses para nós, porque concebemos tecnologia e recursos o bastante para nos proporcionar a riqueza do bem-estar e não a barbárie, a iniquidade e o desrespeito ao planeta.

Dito isso, resolvi utilizar meu conhecimento em astrofísica e pôr em prática o projeto de uma cápsula do tempo em forma de nave, que nos levará a futuros menos sombrios e, quando for descoberta, as informações nela contidas poderão iniciar a construção de um mundo diferente, sem injustiças, próspero e sustentável.

Os dados que são gerados em nanossegundos podem narrar a ascensão e queda da humanidade e mostrar as novas civilizações, o que não fazer para que o mundo seja um lugar habitável e menos inóspito.

Ao contemplar nossas criações que foram projetadas para gerar praticidade, conforto e estabilidade, sentimos orgulho, mas, em seguida, a deturpação da informação inerente a interesses escusos transformou nossa vida num cativeiro.

Mais uma vez, as pessoas no centro de tudo têm ao seu dispor a oportunidade de realizar algo importante; no entanto, fazer o certo não dá visibilidade nem status, num mundo em que se valoriza o ter em detrimento do ser, um cenário cada vez mais distópico.

As guerras que devastaram nações e não trouxeram nada de benéfico serviram para satisfazer vieses políticos, religiosos, étnicos, ideológicos, econômicos, territoriais e vingativos; uma demonstração bizarra e totalmente inaceitável de seres ignóbeis e desprovidos de inteligência.

A extensão dos assuntos catastróficos e genocidas tomará muito tempo neste relato que tem o objetivo de ser breve e direto; além disso, o enorme banco de dados que a máquina do tempo levará conterá todo o cerne da questão para uma tomada de decisão sensata e eficaz.

É claro que existe o lado bom da vida porque, para convivermos com alguma sanidade neste mundo soturno, precisamos extrair o melhor de cada um de nós e, ainda temos esta condição, basta olhar ao redor, mesmo com a degradação latente, aproveitamos o melhor da vida hoje e as oportunidades que a tecnologia tem criado.

O aumento da expectativa de vida, a mobilização cada vez maior da sociedade para exterminar o preconceito com políticas afirmativas e ambientalistas mais claras e justas, é sim um pluralismo ideológico em que a diversidade será reconhecida e respeitada, embora ainda estejamos muito longe do cenário ideal.

Enquanto pudermos sonhar, poderemos conceber, seja daqui a 50 anos ou 1000 anos. O importante é ter consciência de que é possível, mesmo que pareça improvável, pois nada suplanta a união e vontade indômita do ser.

Nós já experimentamos isso em outros tempos quando povos foram praticamente dizimados e renasceram após muito investimento em educação, trabalho, consciência política, nacionalismo, diversidade e tecnologia.

É difícil curar esta dor e as cicatrizes profundas que restaram são a prova disso, mas temos que seguir em frente e acreditar que a resposta que a cápsula carrega será a chave para a transformação. Convivemos com o passado e aprendemos com ele; no futuro, teremos a certeza de que será possível construir um mundo melhor.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa

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