
Dizem que o primeiro carro a gente nunca esquece! Sim, é verdade, assim como qualquer objeto que represente ou possua um valor estimativo enorme para nós. No meu caso, irei homenagear minha bicicleta.
Ao longo da minha trajetória de vida, tive muitas “magrelas” e seria indelicado da minha parte referir-me a uma em especial porque elas todas foram importantes em todos os momentos, seja numa trilha acidentada ou numa via pavimentada.
Irei me referir à bicicleta como elemento essencial e único da minha história, que me transportou e transportará muito por caminhos conhecidos e desconhecidos. A sensação de liberdade proporcionada por ela é ímpar e somente quem compartilha o prazer de pedalar entenderá minha afirmação.
Ela já esteve presente em muitas situações românticas, em passeios à beira mar e muitas promessas contemplando o luar, posso dizer que ela é a cúmplice ideal, a parceira que sempre está disposta a te fazer companhia sem ponderações.
É claro que há momentos em que ficamos sem ela, seja quando fura um pneu ou existe a necessidade de manutenção, uma vez que é um equipamento e devemos tratá-lo com excelência; é uma das formas de retribuir com carinho a sua incomparável utilidade.
Às vezes, o tempo chuvoso não permite uma movimentação agradável; entretanto, eu já pedalei na chuva e, mesmo sendo inevitável ficar encharcado, são momentos diferentes e inusitados que registramos para sempre com felicidade.
Fico imaginando, ao fitar o horizonte quando olho pela janela, as inúmeras possibilidades de novas descobertas quando nos dispomos a sermos felizes. Um simples ato saudável e prazeroso numa bicicleta é o bastante para atingirmos a plenitude e o êxtase; a forma como pensamos e nos sentimos tem a ver com as escolhas que fazemos; é algo individual que não pode ser delegado.
Preferível assim, que seja assim, sendo com uma bicicleta, melhor para mim.
Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
