Dia 13: Água — preservar ou pagar o preço da irresponsabilidade?

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A história da nossa casa, o planeta terra, que remonta mais ou menos 4,5 bilhões de anos atrás, com todos os acontecimentos das eras que antecederam a jornada da humanidade, possui um elemento em comum sendo essencial a vida de todos e que existe em abundância em nosso ambiente, a água.

Porque abordamos isso? Simples resposta porém, com uma justificativa ou várias, de tristeza e indignação uma vez que, a degradação ambiental, poluição desenfreada e esgotamento das reservas hídricas que tem causado sérios danos à biodiversidade.

Um tema que está presente em todas as pautas dos fóruns e debates ambientais e que também, compete a nós essa parcela de responsabilidade principalmente, revendo os hábitos de consumo e desperdícios, o manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais que podem contribuir para minimizar os danos.

A escassez dos reservatórios agravados com a falta de chuvas na época certa e na quantidade ideal, geraram uma série de impactos sociais, econômicos e ambientais e todos esses problemas e outros, criaram um alerta e formularam algumas hipóteses preocupantes quanto ao futuro da população na terra.

Enquanto buscamos uma solução e conscientização para este problema, seguimos desfrutando ainda com ressalvas as benesses e prazeres que água nos proporciona.

Ir à praia, um lago, um rio dentre as inúmeras belezas naturais que a água esteja presente é um exercício de bem estar que faz parte dos momentos de lazer, tão necessários para relaxarmos e socializar além disso, ajuda a combater o estresse e ansiedade, os grandes males deste século.

Falando em saúde física e mental, não poderíamos deixar de citar o combate às doenças e higiene pessoal, perda de peso, é indispensável para a alimentação e nos ajuda a performar satisfatoriamente.

A humanidade encontra-se num dilema atroz, no entanto, as soluções existem felizmente, e a tecnologia tem um papel primordial nisso, embora, o grande protagonista seja o ser humano.

Temos que mudar agora, usar nosso intelecto privilegiado para que atos inconsequentes da utilização desse recurso farto em nosso planeta não comprometa as gerações atuais e futuras.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 12: O esplendor do pôr do sol em versos despretensiosos

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Contemplar a beleza das jóias da natureza
É controverso como as suas incertezas
Sim, poderíamos aceitar, apenas nos resignar
Mas, por outro lado prefiro lutar e depois deleitar

As vezes me recordo das datas porque isso vale a pena
Em outras ocasiões, preocupo-me apenas em apreciar a cena
E nestes cenários que a vida expõe, tenho um em especial
Aquele que me arrebata o coração onde contemplo seu visual
Estou falando do belo e único pôr do sol sendo ou não casual

Sozinho ou bem acompanhado serei sempre feliz por isso
Seja numa escarpa escaldante ou sentado sobre a areia brilhante
Apenas peço para que estes momentos não sejam efêmeros
Que os sons que compõem a ária façam-me ter um compromisso

O tempo em qualquer tempo que replique este espetáculo diário
Mantenha-me alerta e focado para não perder um só momento
Nessas horas é preciso sabedoria para entender a perfeição
E bastante iluminação para poder reverenciar esta criação

Ó Deus em sua infinita sapiência fez da natureza uma dádiva
Queria eu poder saber um pouco de tudo apesar da minha sofreguidão
Os dias atuais tão estressantes, contrastam com a beleza diletante
Mas, cultivar a temperança pode ser um sinal de perspectiva

Bendito pôr do sol que me fez cortejar a infinita graça das coisas da vida
Quando me deparo com você adentrando o horizonte num show degradê
Sei que valeu a pena e amanhã quero crer que saudarei tudo outra vez
Somente quem se permite sonhar, se permite ousar, alguém duvida?

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Dia 11: A singela grandeza dos animais

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Existem seres de luz entre nós e muitos deles não podem ser vistos, apenas percebemos a sua presença de alguma forma entretanto, um grupo deles criados por Deus, habitam o nosso plano nas mais diversas formas, cores e tamanhos; estou me referindo aos animais domésticos ou carinhosamente conhecidos como pets.

Eu gosto de animais e me sensibilizo toda a vez que presencio maus tratos e relatos de atrocidades contra estes seres indefesos e que tem muito a ensinar a nós humanos. Dentre os animais que já possui até hoje, destacarei cinco deles, descrevendo algumas características e afinidades, são eles:

Peixes: Na infância cheguei a ter dois tanques de lavar roupas com os amigos do Aquaman, é uma terapia em tanto cuidar deles e observar seus hábitos.

Coelho: Este eu adquiri para presentear minha filha mais velha na época, eles são bastante divertidos e alertas devido a sua ancestralidade e gostam de demarcar territórios. São dóceis e não apresentam problemas quanto aos cuidados diários.

Papagaio: Este cara é bem curioso, até ele se acostumar com a sua presença, pode ser bem agressivo mas, depois disso é de boas. O mais legal é quando começam a tagarelar. Tive dois mas, um dia, resolveram se tornar independentes e nunca mais voltaram.

Gato: Esse felino é muito independente e dependendo do estado de alerta, apresentam comportamentos instintivamente peculiares, podem ser bem brincalhões e bagunceiros, é o companheiro ideal para ter por perto. Tive uma gata siamesa, seu nome era Luz.

Cão: Os demais pets foram grandes companheiros mas, minha predileção é pelo velho é bom AuAu! Mesmo com os demais animais destacados nesta lista, sempre possui cães em conjunto. Sou um grande fã deles. Atualmente estou sem nenhum mas, tenho projetos para tê-los novamente. Sempre penso nos últimos que tive que doar com bastante tristeza devido a mudança de local de trabalho e residência.

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Dia 10: Aventuras — quando a única coisa que resta é o azar inevitável

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Para resumir, nada de ondas, garotas, paisagens selvagens por outro lado, sobrava frustração e descontentamento mas, as lições são inevitáveis e mesmo irritados, horas depois quando finalmente conseguimos minimizar os perrengues e voltar vivos pelo menos, aprendemos a lição que é planejar as coisas com muita antecedência, sobretudo, a revisão do carro! Ao menos os “causos” serviram de consolo e dar risadas para compensar um final de semana catastrófico.

A noite se aproximava e a aventura ficou mais excitante quando percebemos que o “gás” tinha acabado e, resultado, ficamos na estrada com o carro fervendo, sem gasolina e os mantimentos terminando.

E lá vamos nós outra vez em nossa saga a lá “Indiana Jones” ajudar o pessoal local a remover o tronco da estrada e pacientemente e com o veículo em precárias condições, seguir viagem. A essa altura já pensávamos na volta segura e o objetivo era relegado a terceiro plano.

Após 1h30 de caminhada a galera retornou com o pneu em condições. Trocamos o pneu e a viagem prosseguiu sob fortes chuvas torrenciais e muito vento que quase fez estrago. O carango aguentou bem mas, como todo azar é pouco para a plebe, um tronco de árvore caiu e obstruiu a estrada.

A essa altura o que mais importava era consertar o pneu e chegar o mais perto possível do nosso destino que tanto sonhamos registrar in loco.

É claro que alguém (sempre tem, felizmente) percebeu que bem antes passamos por uma oficina e, então, parte da trupe voltou para fazer a força nos pneus e tínhamos que andar rápido porque uma típica tempestade de verão, se aproximava com cara de poucos amigos.

Decidiram aguardar a temperatura baixar e pôr água no radiador. De volta ao jogo, dirigimos mais alguns quilômetros e lá se foi o pneu traseiro direito. Para melhorar ainda mais a aventura, o estepe estava vazio e naquele ponto da estrada não avistávamos uma borracharia para fazer uma força, é, não havia google maps nem waze naquela saudosa época.

Paramos no acostamento e os “mexanicos palpiteiros”, começavam suas rodadas de adivinhações com suas bolas de cristal impecáveis; nesse meio tempo, conversa vai e conversa vem e nada.

Cabelos ao vento, rock n’ roll, sol e tempo a favor, só alegria parecia surreal até que … Na altura do Recreio dos Bandeirantes, a temperatura começa a subir, o ponteiro denunciava que algo estava errado.

Carro abastecido, mantimentos característicos para nos manter alimentados e lá vamos nós no velho e saudoso fusquinha 74 hiper conservado e style, desfilava majestoso pelas ruas e avenidas e seguimos firmes para o destino ao som do Led Zeppelin e seu pesadíssimo álbum Presence.

Um belo dia de dezembro de 81, sol a pino, verãozão típico do Rio 40˚ e a galera preparada para curtir uma viagem pela orla até Guaratiba, uma praia na zona oeste onde quebra um pico raro e místico. Esta é uma trip que vale a pena.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!

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Dia 9: Em busca do equilíbrio na felicidade da existência

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Caro amigo, há muito que ensaio uma conversa franca contigo, porque a estima é grande e, sinceramente, tenho me preocupado com você, uma pessoa distinta, cheia de sonhos e energia ilimitada que aspira ser um profundo conhecedor de tudo, sempre com o objetivo em ajudar alguém — muito nobre a sua atitude e repleta de valores e princípios entretanto, irei alertá-lo, a realidade é outra com caminhos muito acidentados e a direção é mais incerta do que você imagina.

Vamos lá, sem mais delongas, de volta para o passado nos idos de 90 onde um jovem que acabara de chegar a uma terra desconhecida para trabalhar, após uma transferência de empresa, ainda com o sonho do futebol latente em sua mente, mas, ciente que ficaria mais difícil daqui em diante.

Então você pensou, ponderou e resolveu concretizar o objetivo de ser pai, conheceu uma menina legal e foram se conhecendo e conhecendo-se, foram até casarem-se e ter as duas belas e iluminadas crianças, embora, sua clarividência em relação a elas, já havia se materializado muito tempo atrás em sua mente.

Estes acontecimentos são únicos em nossa vida e me fazem acreditar ainda mais na humanidade. Cara, que alegria ver seu semblante quando você, primeiro recebeu a notícia do nascimento da sua primogênita e depois, o encontro que ficaria marcado para sempre em sua história, onde quer que ela fosse declamada.

Anos se passaram e o seu amadurecimento parecia não chegar da forma que você havia idealizado, pôxa! Não era para ser assim, mas, vamos em frente!

Entre indecisões e erros sem explicações, você foi seguindo até chegar ao mundo, a outra herdeira. E toma felicidade nisso para vocês e mais mudanças na relação porém, você ainda não estava pronto.

Sim, você tentou bastante, talvez precise buscar ajuda, mudar de fato, mas, não o fez; sempre podia resolver tudo, não é mesmo? Talvez tenha resolvido mais problemas alheios e se esquecido de priorizar a pessoa mais importante, você! Não, não é egoísmo. Acho que hoje, depois de inúmeros revezes, você aprendeu a lição.

Você vivenciou mais momentos bons do que ruins contudo, os “bad times”, deixaram cicatrizes profundas que ecoam até hoje no entanto, é imperativo deixar o passado no passado para que este sirva de reflexão e forneça sabedoria nos dias atuais.

Então, depois de percorrer as infovias da vida, acompanhar o crescimento e amadurecimento das suas meninas mesmo a distância e com encontros eventuais, você está aqui para confirmar estas linhas que resumem um pouco sua trajetória.

Existem muitas passagens curiosas e que valem capítulos a parte com mais densidade na retórica mas, por hora finalizamos.

Ah, antes de decretar o ponto final de maneira capital neste episódio, me reservei o direito de aconselhá-lo a respeito de algumas coisas que o estudo do estoicismo me proporcionou. Apenas leia, pesquise, entenda o significado e reflita com clareza, são eles:

A Dicotomia do Controle — Ter uma vida equilibrada para saber diferenciar as coisas que estão ao seu controle do que não estão e sabedoria para distinguir ambas;

Amor Fati — Aceitar o mundo como ele é, não se preocupando com coisas fora do seu controle pois, viver é mudar;

Memento Mori — Aprender a contemplar nossa própria finitude logo, devemos apreciar cada momento da vida de forma intensa;

Fuga Mundi — Um modo de se defender das ilusões e frustrações causadas pela vida em sociedade.

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Dia 8: Pedalar, é a satisfação em duas rodas

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Dizem que o primeiro carro a gente nunca esquece! Sim, é verdade, assim como qualquer objeto que represente ou possua um valor estimativo enorme para nós. No meu caso, irei homenagear minha bicicleta.

Ao longo da minha trajetória de vida, tive muitas “magrelas” e, seria indelicado da minha parte referir-me a uma em especial porque, elas todas, foram importantes em todos os momentos, seja numa trilha acidentada ou numa via pavimentada.

Irei me referir a bicicleta como elemento essencial e único da minha história que me transportou e transportará muito por caminhos conhecidos e desconhecidos. A sensação de liberdade proporcionada por ela é ímpar e somente quem compartilha o prazer de pedalar entenderá minha afirmação.

Pedalar é um prazer indescritível!

Ela já esteve presente em muitas situações românticas, em passeios à beira mar e muitas promessas contemplando o luar, posso dizer que ela é a cúmplice ideal, a parceira que sempre está disposta a te fazer companhia sem ponderações.

É claro que há momentos que ficamos sem ela, seja quando fura um pneu ou existe a necessidade de manutenção uma vez que, é um equipamento e devemos tratá-lo com excelência; é uma das formas de retribuir com carinho, a sua incomparável utilidade.

Às vezes, o tempo chuvoso não permite uma movimentação agradável, entretanto, eu já pedalei na chuva e mesmo sendo inevitável ficar encharcado, são momentos diferentes e inusitados que registramos para sempre com felicidade.

Fico imaginando ao fitar o horizonte quando olho pela janela, as inúmeras possibilidades de novas descobertas quando nos dispomos a sermos felizes. Um simples ato saudável e prazeroso numa bicicleta, é o bastante para atingirmos a plenitude e o êxtase, a forma que pensamos e nos sentimos tem a ver com as escolhas que fazemos, é algo individual que não pode ser delegado.

Preferível assim, que seja assim, sendo com uma bicicleta, melhor para mim.

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Dia 7: Hydrakiller, o programa senciente

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Uma preocupação constante e quase insolúvel, são as invasões seguidas de roubo de dados e solicitações de pagamento de resgate por intermédio de ransomware ou outro ataque sofisticado. Essa prática que tira o sono das empresas, tem sido o terror na era digital.

Agora, imagine uma A.I. com o poder de monitorar o seu ambiente e a internet, sendo indetectável para o invasor; prevendo, corrigindo vulnerabilidades e impedindo os ataques em tempo real de qualquer código malicioso e ainda, rastrear a origem deles com precisão sem que os crackers percebam.

As empresas interessadas, de fato, entrar em contato pelo e-mail: abyss3ryfdx@2web.xub na deepweb.

NOTA: Após o recebimento do e-mail, enviaremos as instruções para a continuidade do processo.

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 6: Imagens e fatos da nossa memória, uma reflexão necessária

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Quando olho para trás num momento qualquer da vida, após muitos anos, eu me proponho a seguinte indagação: quem imaginaria que certas decisões tomadas, mudariam completamente o curso da nossa história e iniciaria uma mudança de mentalidade que nos traria até aqui?

Quando nesse espaço tempo, escrevo estas linhas e com o olhar fixo, miro uma fotografia 3×4 que resgata resquícios de uma adolescência intensa e de muitas descobertas na efervescente e boêmia atmosfera carioca.

O ano era 1980 e a proximidade dos deveres com o serviço militar, começavam a escrever um novo e inusitado capítulo em minha vida.

Mesmo podendo preterir dessa obrigação, fui voluntário então, procurei um fotógrafo lambe-lambe que eram comuns nas praças naquela época, com sua indumentária caraterística, paletó, chapéu newsboy cap, calça de tergal e sapatos.

E lá vamos nós para a sessão de fotos. A preparação nos faz pensar, por um instante, que estamos num estúdio fotográfico ao ar livre para a montagem de um book.

A julgar pela movimentação de pessoas naquele dia na praça, típica manhã fria de junho, a sinergia dos transeuntes para chegar ao trabalho, para ao menos, aconchegar-se mais calorosamente em mais um dia de trabalho devidamente aquecidos, contrasta com a minha disponibilidade bastante despretensiosa em apreciar o ambiente a minha volta, quase em câmera lenta, calmamente e sem hora marcada com quaisquer atividades posteriores.

Terminada a sessão de fotos, paguei, peguei-as e fui embora. O que é mais nostálgico quando comparamos um registro daquela época com um atual é notar a passagem do tempo, sempre implacável para qualquer pessoa.

Algumas, a depender dos hábitos de vida, aceleram o envelhecimento; outras, por diversos fatores, têm as linhas de expressão menos acentuadas, onde a ação do tempo parece não se aplicar.

“A vida é como uma câmera foque no que é importante, capture bons momentos, desenvolva a vida a partir dos negativos. E, se as coisas não derem certo, tire outra foto.”

Mensagens Culturamix

Naquele instante em diante, o caminho transcorreu normalmente até o início das atividades: aquartelamento, acampamento, sociabilização, baixa etc.

Um fato a ser mencionado é que a grande maioria daquelas pessoas você jamais encontrará novamente, mas ficou a lembrança das conversas hilárias, das confissões e sonhos compartilhados. Memórias que se eternizaram e, é isto que importa no final das contas. 

A maioria das pessoas sempre afirmam que gostariam de ter a experiência de hoje no passado entretanto, quero crer que isto é utópico porque, o que ocorreu antes, moldou o que somos hoje assim, não dá para alterar o passado mas, aprender com ele, apenas aprender, sem ficar preso a ele de maneira melancólica e depressiva.

Capturamos certas imagens em nossa memória ocasionalmente, como as fotografias antigas, não somente para um momento de saudosismo, recordando boas e más situações, mas para refletir a respeito da nossa jornada, mensurando erros e acertos necessários pois, é assim que evoluímos, nos solidarizamos, trabalhamos em nossa marca pessoal e nos esforçamos para deixar um legado único porém, eterno da nossa passagem neste plano.

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Dia 4: Uma linha tênue entre a queda e a ressurreição

A ciência em sua busca incessante por respostas aos mais variados dilemas, ora criando soluções, ora desconstruindo teorias que antes eram verdades absolutas, como um sonho que termina quando acordamos e por falar em sonho, faremos um adendo e entraremos de forma onírica na psicanálise para ajudar a desvendar uma passagem enigmática a que fui submetido quando encontrava-me sob o domínio de morfeu.

O apagar das luzes às 21h35 num pequeno quarto num loft em Baden-Baden na Alemanha numa noite enluarada e fria em setembro de 1968, não foram suficientes para me fazer adormecer isto porque, o ruído dos carros que transitavam incessantemente na rua movimentada, dificultavam o sono e criavam um turbilhão de pensamentos aos quais, eu não conseguia me desvencilhar.

Aos poucos com o passar do tempo, o barulho foi diminuindo e finalmente, adormeci. Até que, subitamente, já me encontrava caminhando numa senda orvalhada e íngreme, provavelmente na Floresta Negra para onde viajei, no intuito de conhecê-la e vivenciar suas misteriosas belezas seculares.

A caminhada solitária e contemplativa era interrompida vez por outra por ruídos de algum animal, ao olhar para o lado na direção do ruído, avistei uma raposa mas continuei a caminhar e, sem perceber, tropecei e caí numa fenda não muito larga mas, profunda o que dificultou um pouco a escalada de volta. Felizmente não me machuquei.

Quando estava saindo daquele umbral, notei que o céu tinha uma coloração alaranjada e lúgubre, as rochas flutuavam e não havia mais árvores, animais e quaisquer sinais de vida selvagem; demorei para perceber mas, havia passado para uma dimensão paralela onde a relatividade do tempo, ao que parece, não se aplicava naquele universo ou seja lá onde eu estava.

Curiosamente, mantive a calma e lucidez, procurando contemplar o lugar em todas as direções, uma das coisas que me ocorreram era: será que interpreto um personagem de LOST? Agora só faltava aparecer alguém escondido nas sombras!

Procurei uma referência para descobrir o Norte mas, nada ajudava. Dê repente um tremor sacudiu toda a planície e fissuras começavam a aparecer por todos os lados, exalando um odor sufocante; tentei correr o mais rápido que podia mas a magnitude dos tremores dificultava o equilíbrio então, fui arremessado contra uma duna e ali permaneci desacordado por alguns instantes.

Ao acordar, percebi uma leveza estranha do meu corpo, quando me dei conta estava de alguma forma, flutuando e continuava a flutuar cada vez mais alto até que, comecei a cair em queda livre.

Durante a queda mística, vislumbrei algumas entidades angelicais travando uma luta espiritual contra espíritos malignos; — Pensei, se irei passar desta para melhor, pelo menos aproveitei a jornada, só senti falta da câmera para poder registrar os momentos surreais.

O dia virou noite e o sol foi para o além e num piscar de olhos, acordei sem entender, é claro, o que havia acontecido, notei que estava em meu quarto novamente.

Encostei-me na cabeceira da cama e tentei mapear alguma coisa lógica de fato. Provavelmente jamais entenderei, o que eu estava fazendo ali? Quais eram os significados dos sinais e acontecimentos? Qual a ligação quase real e apocalíptica comigo?

A parte mais perturbadora dos sonhos é essa, a subjetividade inerente à interpretação individual … É, deixa prá lá … Talvez Freud explique!

Valeu Matheus de Souza pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!

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