A vida frenética e a necessidade de apresentar resultados fazendo mais com menos levaram o profissional do novo milênio a refletir se é melhor estar ou não disponível para qualquer tipo de demanda que requeira ação imediata.
Essa pergunta força uma reflexão a respeito do perfil ideal para atender a esse requisito que descreve um profissional altamente dedicado, comprometido e focado nas metas do negócio e, invariavelmente, terá que abrir mão de algum desejo de realização pessoal ou familiar para atingir o sucesso. No entanto, há limites que devem ser considerados.
O novo cenário provocado pelo surgimento da COVID-19 criou uma linha tênue entre a forma de trabalho remoto e outras transformações comportamentais, em que a condição de estar sempre disponível, pelo menos virtualmente, pode acarretar o surgimento do estresse e outras doenças da modernidade com as escolhas da inconsequente disponibilidade.
“Exceder as expectativas quando almejamos um resultado sem precedentes é gratificante entretanto, este deve ser alcançado com equilíbrio.”
Isso colocaria em risco não só a vida da pessoa como abreviaria os anseios de felicidade e as possíveis conquistas que surgiriam caso optassem por uma decisão mais sensata.
Não é preciso ser especialista para saber que essa conta não fecha e mesmo no momento de incerteza como o atual, deveríamos reservar um tempo para o planejamento e o autoconhecimento, negligenciar estas etapas no processo, é como andar numa corda bamba sem rede por baixo e ainda pior, sem garantias.
Estar disponível nem sempre é algo abominável; contudo, é imperativo questionarmos até onde deveríamos ir para alcançar nossos objetivos.
Este é o primeiro passo antes de assumirmos qualquer “projeto dos sonhos” de maneira eufórica, caso contrário, pode se tornar um pesadelo alucinante com consequências imprevisíveis a longo prazo.
E a sua disponibilidade é negociável?
