
Alguns episódios em nossas vidas são surpreendentes e, por vezes, inusitados, mas, como por encanto ou motivados por desafios e circunstâncias alheios à nossa vontade, eles reaparecem e, após minutos de reflexão, fazemos um autoquestionamento: por que não?
Claro, estou me referindo a um sonho de um projeto literário há muito engavetado numa caixa empoeirada, repleta de marcas do tempo, suplicando uma atenção detida e, justamente agora, parece ser a hora de empunhar a arma mais poderosa e temida da face da terra: a caneta!
Dando continuidade aos pensamentos, numa sucessão linha a linha, até a finalização de algo que se assemelha a um livro.
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O tema, naquela época, era algo similar à saga de um jovem, ainda cheio de dúvidas, que paulatinamente vai escrevendo a sua história e, à medida que as novas descobertas vão se descortinando em sua trilha cheia de provações, sem pódio de chegada, champagne ou beijos de namorada, ele chega a constatações que mais se parecem enigmas do que respostas.
Nesta jornada sinuosa e repleta de armadilhas, ele encontrou a sua força motriz, que o impeliu cada vez mais à frente, fez cometer muitos erros e escolhas pouco ortodoxas, contudo, foram primordiais para forjar uma mentalidade de crescimento contínuo e racional.
Estamos evoluindo nesse plano e, sabendo disso, precisamos nos desafiar cada vez mais e não sermos meros espectadores. O termo “desafiar” sempre será entendido como uma competição pessoal; ser melhor do que eu fui ontem é o oposto da competição com o próximo (não há recordes mundiais em jogo).
O que há é a busca incessante por conhecimento e desprendimento das coisas mundanas, sedutoras e materiais que aprisionam a alma e corrompem nossos valores.

Todos os dias, quando acordo e cumpro meus rituais matinais, rogo a Deus para que me dê iluminação suficiente para discernir o certo do errado e sabedoria para distinguir as duas coisas, sem, no entanto, jamais cometer injustiças.
As pequenas vitórias diárias em qualquer atividade que realizamos devem ser comemoradas, contudo, esquecidas rapidamente; assim, nos manteremos ativos e alertas contra a vaidade e/ou quaisquer pecados capitais que tentem sussurrar em nossos ouvidos, fazendo-nos desviar do caminho da retidão.
Os objetivos que definimos no início da nossa jornada, ainda na infância e juventude, podem ser alterados sem nenhum arrependimento ou mais à frente na vida, se formos tomados pelo sentimento de autocomiseração. As escolhas devem ser feitas e as suas consequências, apenas nossas.
“Não temos todo o tempo do mundo. Afinal, somos finitos. Portanto, as nossas circunstâncias e as nossas oportunidades também o são. Coragem de ser imperfeito é o que nos torna seres únicos e, portanto, temos que seguir em frente porque a sorte segue a coragem (Mário Sérgio Cortella).
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Acredito que os spoilers até aqui discorridos sejam uma prévia do que poderá se tornar esse livro, uma vez que a vida é uma sucessão de escolhas e acontecimentos e, o que nos trouxe até aqui, não necessariamente nos levará adiante por diversos motivos.
Os métodos laborais e cognitivos de outrora foram substituídos ou sucedidos por outros mais eficazes e modernos. Sendo seres adaptáveis, temos que nos reinventar. A tecnologia comprova isso e as exigências impostas na atualidade validam tudo o que já foi dito até então.
Quando declaramos alguma coisa ao universo, seja o que faremos ou desejarmos, ele prontamente se encarrega de sinalizar o caminho que deveremos percorrer. Compete a nós entender o seu significado e ajustar as velas para que o trajeto seja menos turbulento, pois, no final, tudo dá certo; se não deu certo, é porque não chegamos ao final.
Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa
