Um dos maiores desafios do ser humano é, de fato, encontrar a liberdade plena, algo que buscamos há muito como civilização e tentamos captar num esforço cognitivo tremendo, procurando interpretar o seu significado, sua veracidade e existência.
Esta busca incessante com o intuito de comprovar e sentir este estado de independência parece nos aprisionar cada vez mais em uma sociedade dita como moderna tecnologicamente e repleta de simbolismos de status e individualidade que, ao mesmo tempo, cerceia a privacidade e a autonomia.
Em toda a nossa existência terrena marcada pelos períodos históricos de opressão dos conquistadores e sua saga de dominação e subjugo populacional, a humanidade conseguiu encontrar um meio de desvencilhar-se do cativeiro social imposto e conquistar uma condição de dignidade e civilidade, isto é, claro, após muitas batalhas e guerras para alcançar seu intento, algo irracional e inaceitável.
Hoje podemos afirmar que todos os avanços em proporcionar direitos igualitários aos povos ainda estão muito distantes do conceito real e genuíno de liberdade em sua essência libertária única de soberania individual.

Os exemplos diários de atentados contra minorias e grupos sociais que reivindicam seus direitos constitucionais, supostamente garantidos por lei, sendo ignorados, reforçam o discurso peremptório e clamam por políticas e ações afirmativas de equidade e reconhecimento meritório, algo que parece inalcançável e utópico, apesar dos avanços neste sentido.
Ao refletirmos a respeito destas questões e procurarmos encontrar respostas e subsídios sustentáveis para um entendimento racional, podemos afirmar também que ser livre, apesar das amarras virtuais, é um posicionamento deveras emocional e, mesmo assim, pode ser exercido por qualquer um, ainda que perdurem modelos sociais predefinidos e estabelecidos.
O homem busca encontrar o mundo ideal para exercer a liberdade como entendimento filosófico entre o individual e o coletivo; entretanto, ao percorrer essa jornada, ele terá consciência de que os obstáculos no caminho são, na verdade, lições valiosas para a sua evolução constante e perpetuação da sabedoria que o libertará primeiramente em sua mente, moldando-o e transformando a sua essência para, enfim, atingir a plenitude.

