
Há um dilema no cenário empresarial em relação à dificuldade na formação de equipes multifuncionais para suprir a demanda de trabalho e obter resultados. Isto se deve ao momento turbulento que o país atravessa em decorrência da pandemia, incertezas políticas, economia instável e o crescente descrédito do investidor estrangeiro no país.
Sem contar o êxodo da mão de obra qualificada para o exterior, seduzida pela proposta de qualidade de vida, carreira internacional e salários atraentes.
Estes e outros fatores excludentes que dificultam cada vez mais a contratação e recolocação dos quadros das corporações levaram as empresas a repensar seus modelos de negócios e a investir mais ainda em diversidade e inclusão.
Esta mudança de foco colocou em evidência um profissional que vinha sendo descartado e rotulado, devido ao etarismo e outros “ismos” que dificultam a recolocação no mercado de trabalho.
Evidentemente, esta analogia não tem base fundamentada nem comprovação científica estruturada, uma vez que a avaliação e qualidade profissional não são mensuradas pela idade. Desta forma, o termo “diversidade geracional” ganhou sustentação e vem crescendo no meio empresarial.
A definição do termo é a seguinte: diversidade geracional é o nome dado a um conjunto de pessoas de diferentes faixas etárias que convivem em um mesmo ambiente.
O assunto não é novo, e mesmo com a pauta das políticas afirmativas em alta na sociedade, este grupo e outras minorias invisíveis que compõem o universo social têm pouco acesso a oportunidades concretas devido, muitas vezes, à análise parcial do candidato, sendo o caráter eliminatório; em muitas situações, relacionado a gênero, raça, orientação sexual, religiosa e outras denominações que os impedem de mostrar seu potencial e talento.
Felizmente, o pensamento plural vem sendo adotado no mercado e comprovadamente é um diferencial importante nos times dentro das organizações para obtenção de resultados e sinaliza para um aproveitamento maior de seniores em todos os aspectos, gerando uma consciência coletiva diferente, devido à variedade de perfis, hábitos e vivência de mercado mais abrangente e longeva.

Alguns destaques que reforçam a certeza em investir nessa geração madura são:
1. Exercem o trabalho com grande dedicação e responsabilidade.
Vontade de continuar ativo e poder apresentar ao mercado que os anos de vida agregaram bastante maturidade e comprometimento, quando o assunto é empenho e assertividade com o objetivo de proporcionar resultados acima da média.
Também acreditam que a valorização da oportunidade deve ser retribuída desta forma.
2. Possuem uma vasta experiência profissional.
Com o passar do tempo, os desafios da carreira desenvolvem um conhecimento tácito raro, utilizam a comunicação fluida como um trunfo e diferencial competitivo, aliado ao fato da enorme vontade em aprender que é facilitada hoje com o grande manancial de dados e informações disponíveis no meio, o que provê a atualização constante, sendo de grande importância dentro das equipes.
3. A importância da maturidade emocional nos dias atuais
A grande resiliência que os ilustres da terceira idade demonstram para lidar com problemas complexos e para encontrar soluções viáveis os torna integrantes valiosos para mudar o rumo das coisas.
Ademais, eles contornam obstáculos, reduzem conflitos com muita responsabilidade, habilidade, criatividade e melhoram a reputação da empresa, ajudando a transmitir uma impressão positiva e transformar a percepção da jornada dos seus clientes, que se identificam, admiram, apoiam e promovem empresas com atitudes inclusivas.
Além destas comprovações, a ciência e tecnologia têm contribuído cada vez mais para o aumento da expectativa de vida, tornando o indivíduo mais resistente, saudável e melhorando a inteligência cognitiva, uma tríade indispensável quando nos referimos a uma pessoa economicamente ativa.
Por último e não menos importante, é estratégico ter um RH qualificado e possuir as ferramentas corretas para conduzir o processo de avaliação e contratação deste profissional, que poderá contribuir significativamente nas empresas e desmistificar o preconceito tão latente em nossa sociedade quanto ao valor e mérito das pessoas da terceira idade.


