O maior desperdício das empresas modernas: dados não analisados.

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Qual o maior custo oculto na sua empresa?

Um questionamento difícil de responder e, mesmo com números confiáveis, às vezes é imperceptível porque pode não ser um gasto. Apesar da abundância de dados disponíveis, tratados e apresentados, pode haver escassez de compreensão.

Sem uma camada de análise crítica nos dados, é possível que este cenário não se altere, tornando-se crítico com o passar do tempo.

Muitas organizações sofrem do que chamamos de Dark Data: dados que são coletados e processados, mas que permanecem esquecidos em servidores sem nunca serem transformados em conhecimento.

Esse “silêncio analítico” pode travar a organização e gerar uma falsa impressão de segurança estratégica de dados. A otimização da performance da organização e sinais de alerta do mercado são desperdiçados por falta de visão holística e interpretação.

A eficiência de uma estratégia de dados não é medida pelo volume de captura, mas pela taxa de conversão de dados em ações. Uma ação bem executada hoje é mais importante do que um relatório perfeito entregue daqui a um mês.

O risco ocorre quando a empresa prioriza a “arquitetura de armazenamento” em detrimento da “arquitetura de resposta”. Para eliminar esse gap, a análise deve ser integrada ao fluxo de trabalho diário, transformando o dado em um subsídio em tempo real para a linha de frente.

Dados não analisados ou, pior, sem uma curadoria eficaz nos mínimos detalhes são chances desperdiçadas em forma de bits que se traduzem em perda de capital.

No cenário competitivo atual, a inteligência de negócios não é sobre quem tem mais informação, mas sobre quem tem o menor desperdício intelectual.

Se o dado entra na sua empresa e não gera uma mudança de comportamento, ele é apenas um custo de infraestrutura.

Quantos insights valiosos estão “esquecidos” nos servidores da sua empresa neste exato momento?

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A maioria das empresas coleta dados. Poucas tomam decisões com eles.

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Coletar dados é engenharia. Decidir com eles é gestão.

Atualmente, possuir um grande volume de dados armazenado tornou-se a regra nas empresas com o objetivo de transformá-los em ativos valiosos; no entanto, ter a matéria-prima, mas não saber como extrair valor e tomar decisões, é comparável a estocar ingredientes e nunca cozinhar a refeição.

“Data Rich, Insight Poor” (Ricas em dados, pobres em insights). As apresentações são bem elaboradas e contam uma história do passado, mas carecem de estratégia e clareza quanto ao que fazer com um arquivo digital caro que engessa a operação.

Há muita diferença entre disponibilidade de dados e a sua utilização prática, devido aos processos intrínsecos para chegar ao resultado que envolve técnica (coleta, limpeza, etc.) e a decisão que ocorrerá após o dado estar disponível (gestão).

A verdadeira maturidade analítica ocorre quando deixamos de olhar apenas o que já aconteceu, como um “relatório de retrovisor”, e passamos a ser um motor que orienta a próxima ação, reduzindo o risco de cada movimento.

O valor do dado não está em sua precisão milimétrica, mas no poder de reduzir a incerteza. Para converter coleta em ação, é necessário usar métricas acionáveis que, se forem alteradas, obrigam-nos a tomar uma atitude em vez de métricas de vaidade que apenas massageiam o ego, mas não alteram o rumo do negócio.

Um gráfico que não gera perguntas de decisão é apenas um ruído estatístico.

Dados que não agregam valor são passivos; dados aplicados que geram resultados são ativos financeiros. Vantagens competitivas são obtidas com estratégias bem aplicadas com ciclos de retorno mais curtos: a capacidade de observar um evento, analisar o dado e responder operacionalmente com velocidade.

No fim do dia, o sucesso é medido pelo que você faz no intervalo entre a leitura do relatório e a execução da estratégia.

Sua empresa consome os dados para evoluir ou apenas os armazena por protocolo?

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Empresas orientadas por dados não confiam em opinião — confiam em evidência.

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O “achismo” é um erro fatal em qualquer operação de negócios. Em reuniões decisivas, a voz mais alta não deve ser a do cargo mais alto (o conhecido HIPPO – Highest Paid Person’s Opinion), mas sim da pessoa que expressa sua opinião baseada em dados significativos.

A estratégia da empresa não pode se basear na intuição de ninguém; do contrário, em vez de um plano, você estará fazendo uma aposta.

Ser orientado por dados não se limita a ter uma apresentação visualmente atraente em uma ferramenta. Trata-se de uma transformação cultural na qual a intuição é considerada uma hipótese, e não uma conclusão.

Empresas que conseguem escalar de forma consistente trocaram o “palpite” por experimentos controlados e evidências estatísticas verificadas.

Elas compreenderam que a complexidade do mercado não pode ser decifrada apenas pelo instinto e pela percepção interna, já que há um alto risco de decisões tendenciosas.

As evidências apresentam algo que nenhuma opinião jamais oferecerá: constância na reprodução. Quando pautamos uma decisão em dados, somos capazes de rastrear o porquê do sucesso (ou do fracasso) e repetir o processo.

A opinião torna-se ineficaz; a evidência se solidifica e torna-se patrimônio intelectual da companhia e da equipe que desenvolveu e validou o experimento. O foco deve sair da esfera do “quem está certo” para “o que os fatos determinam”.

Atualmente, a intuição pode ser considerada um bom início, mas apenas a evidência deve decidir se poderemos seguir em frente e continuar no jogo.

Quando optamos por previsibilidade e lucro, paramos de perguntar o que as pessoas acham e começamos a perguntar o que os dados provam.

Sua empresa já abandonou a cultura do palpite ou o “eu acho” ainda dita o ritmo das reuniões?

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Os desafios do aprendizado de idiomas

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Os idiomas pela sua importância no contexto global, devem ter seu aprendizado desenvolvido como objetivo prioritário, bem como, outros assuntos pertinentes ao nosso cotidiano e, por ser uma exigência no mercado de negócios, o investimento nesse sentido deve ser encarado como algo primordial para o seu sucesso na seara empresarial e social.

Pela ótica cosmopolita, que eu sustento e que me motiva no estudo de vários deles, isto nos proporciona a satisfação de conhecer diversas culturas e interagir com pessoas, o que se revela uma riqueza incomensurável, além da experiência memorável que levaremos para o resto da vida.

Eu gosto de fazer a seguinte pergunta! O que impele você a aprender um idioma? A partir daí poderemos avançar a argumentação e definir um roadmap para que durante a jornada, ele não se sinta compelido a desistir e esteja ciente que os resultados são fruto dos muitos erros cometidos no processo.

Ao final ele terá alcançado o seu intento, entretanto, se não houver comprometimento suficiente para isso, ele fracassará e a frustração será inevitável.

Uma coisa que pode atrapalhar o atingimento das metas, são as frequentes comparações e as expectativas que são idealizadas durante este período, estes dois fatores limitantes concentram um alto índice de rejeição e abalo de auto estima.

Isto resulta muitas vezes, se não for feito um acompanhamento de modo a resgatar e redirecionar a pessoa para o fluxo do aprendizado; na perda definitiva da finalidade inicial, porque o desinteresse é iminente.

Assim como a mentoria é primordial para detectar possíveis deslizes e corrigi-los durante o desenvolvimento do aprendizado, aprender a cultivar o autoconhecimento é uma habilidade extremamente importante em nossos dias e se encaixa perfeitamente em qualquer âmbito de desenvolvimento pessoal e profissional.

As descobertas propiciadas por esta habilidade vão além do uso como proteção contra o desinteresse que pode surgir ou não quando ainda não temos um olhar fixo no alvo e nossas convicções não estão bem sedimentados, assim, o surgimento de buracos negros são uma constante em todas as fases do projeto.

Para finalizar, divirtam-se antes, principalmente durante e após atingir suas metas, mantenham-se alegres e receptivos às mudanças, as pessoas e as novas descobertas porque, é assim que a vida deve ser vivida, independente dos reveses e momentos de total desespero e escuridão.

Sempre haverá uma saída inteligente e plausível e a propósito, aprenda com os erros, eles são os melhores professores, mesmo sendo extremamente rigorosos e não demonstrando nenhum remorso, mas, ao final, você agradecerá a estas oportunidades sem precedentes que contribuíram para a sua evolução.

Mentalidade ágil

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Participei de uma live em fevereiro/23 a respeito de agilidade. A apresentação da temática foi interessante por abordar assuntos relacionados a comportamentos, padrões cognitivos, foco e gestão da carreira, o que desencadeou uma interatividade natural entre os participantes.

E esta sinergia é o mote do processo da mentalidade ágil, que contribui para alcançarmos um alto desempenho e um índice de adaptabilidade rápido e eficaz, principalmente quando lideramos equipes, seja em grandes projetos ou num cenário mais enxuto em número de pessoas.

Quando analisamos o mercado atual e as exigências para performar cada vez melhor, temos a percepção de que o conceito de agilidade deixou de ser uma tendência e se transformou num ativo indispensável no perfil profissional.

As habilidades valorizadas pelo mercado com ênfase para as soft skills e destacadas com propriedade durante a imersão, sinalizam uma mudança que já vem em curso há algum tempo e apenas reforçam a máxima que “a única certeza é a mudança, independente em qual fase da vida estejamos”.

O mercado tech passa por turbulências em seu core business, o que gerou um número crescente de demissões e, apesar do cenário adverso, é uma oportunidade para avaliarmos nossa capacidade adaptativa e algumas crenças limitantes que por ventura ainda interfiram em nossas decisões na carreira.

Contudo, aplicando uma mentalidade ágil, é possível errar e corrigir rapidamente, o que caracteriza uma vantagem competitiva, tornando-nos indivíduos diferenciados e valorizados.

O pensamento fluido e perspicaz é outra característica inerente ao trabalhador 4.0 porque, além dos estímulos e ferramentas existentes no meio, hoje, existe mais colaboração para atingir metas e vencer desafios do que em qualquer era da nossa história; logo, a criação e desenvolvimento de uma mentalidade de sucesso ocorrem com mais frequência, o que é bom para a sociedade.

Por último, o mais importante nesse evento são as pessoas, aquelas que, imperativamente, devem estar sempre no centro, afinal de contas, são elas a força motriz que impulsiona as organizações e gera resultados.

Grato ao George Menezes e equipe por idealizar, viabilizar e oportunizar esse encontro ímpar; obrigado à Priscilla Reuter pelas provocações e por conduzir com clareza e maestria o assunto, extraindo por intermédio das interações o melhor da essência de cada participante.

A distopia da liberdade

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Um dos maiores desafios do ser humano é, de fato, encontrar a liberdade plena, algo que buscamos há muito como civilização e tentamos captar num esforço cognitivo tremendo, procurando interpretar o seu significado, sua veracidade e existência.

Esta busca incessante com o intuito de comprovar e sentir este estado de independência parece nos aprisionar cada vez mais em uma sociedade dita como moderna tecnologicamente e repleta de simbolismos de status e individualidade que, ao mesmo tempo, cerceia a privacidade e a autonomia.

Em toda a nossa existência terrena marcada pelos períodos históricos de opressão dos conquistadores e sua saga de dominação e subjugo populacional, a humanidade conseguiu encontrar um meio de desvencilhar-se do cativeiro social imposto e conquistar uma condição de dignidade e civilidade, isto é, claro, após muitas batalhas e guerras para alcançar seu intento, algo irracional e inaceitável. 

Hoje podemos afirmar que todos os avanços em proporcionar direitos igualitários aos povos ainda estão muito distantes do conceito real e genuíno de liberdade em sua essência libertária única de soberania individual.

Os exemplos diários de atentados contra minorias e grupos sociais que reivindicam seus direitos constitucionais, supostamente garantidos por lei, sendo ignorados, reforçam o discurso peremptório e clamam por políticas e ações afirmativas de equidade e reconhecimento meritório, algo que parece inalcançável e utópico, apesar dos avanços neste sentido.

Ao refletirmos a respeito destas questões e procurarmos encontrar respostas e subsídios sustentáveis para um entendimento racional, podemos afirmar também que ser livre, apesar das amarras virtuais, é um posicionamento deveras emocional e, mesmo assim, pode ser exercido por qualquer um, ainda que perdurem modelos sociais predefinidos e estabelecidos.

O homem busca encontrar o mundo ideal para exercer a liberdade como entendimento filosófico entre o individual e o coletivo; entretanto, ao percorrer essa jornada, ele terá consciência de que os obstáculos no caminho são, na verdade, lições valiosas para a sua evolução constante e perpetuação da sabedoria que o libertará primeiramente em sua mente, moldando-o e transformando a sua essência para, enfim, atingir a plenitude.

Uma escolha cosmopolita como estilo de vida

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Há alguns anos, quando eu pensava em viajar o mundo para ter uma formação plural em termos culturais, tradições, costumes e todas as influências às quais uma pessoa é submetida ao se aventurar em outros países, imaginava as atribulações e burocracias comuns nessa empreitada, mas, pensando pelo lado da aventura e autonomia nas decisões, me perguntava sempre: por que não?

A boa notícia é que este projeto jamais foi engavetado e tão pouco esquecido, mesmo com a implacável passagem do tempo não impedirá que um planejamento bem elaborado viabilize este ato de ir com um roteiro indefinido, apenas aproveitar e rejuvenescer a alma.

O mundo continua sendo um lugar fascinante, apesar das sérias perturbações sociais, políticas e climáticas. Contudo, quando nos lançamos em seus caminhos na intenção de cunhar uma identidade cosmopolita, temos em mente o objetivo de desfrutar dos pontos pitorescos, belezas naturais, praticar o desapego e sociabilizar bastante.

Aliás, para mim é o ponto focal de qualquer viagem imergir profundamente na história do lugar, onde as narrativas locais enriquecerão a jornada, permitindo-nos sonhar e aguçar a imaginação.

Esta interação aos costumes quando estamos em lugares diferentes em outros continentes transforma nossa maneira de pensar e nos torna mais abertos e empáticos, refinando os relacionamentos e facilitando a adaptação sob qualquer circunstância.

Uma vez mais a mudança fazendo-se percebida sem a necessidade de pertencimento a determinado lugar, apenas atuar como explorador e expectador, sempre respeitando a região e suas tradições.

Uma característica bastante peculiar e marcante é a absorção do conhecimento, a curiosidade em aprender continuamente e mesclar a cultura local com a nossa, criando algo totalmente inusitado e híbrido. Nesse caso, a vida pode se tornar mais leve e fluida.

Em experiências únicas como estas, devemos também ter cuidado quanto à nossa integridade física e psicológica, pois, como citado anteriormente, todos os lugares, independentemente da sua classificação de segurança e bem-estar, abrigam perigos escondidos onde menos se esperam que existam; portanto, checar informações que estão disponíveis sob diversas formas de consulta confiáveis atualmente é mandatório e recomendável.

Embora viajar não seja algo que possa ser realizado por qualquer pessoa, uma vez que vivemos num mundo repleto de desigualdades, em que, infelizmente, nem todos dispõem de condições igualitárias para tal, ainda é um ato fundamental para o desenvolvimento pessoal, a saúde mental e a expansão dos horizontes geográficos e, fundamentalmente, ajuda-nos a colecionar memórias e vivências e não apenas acumular coisas.

Dia 21: Vivamos a vida, viceja a alegria, viva a boemia!

Um dia desses eu pedirei a Deus que, antes da despedida terrena, me conceda, uma vez mais, a oportunidade de desfrutar dos prazeres da noite, das madrugadas sem fim, do aconchego gostoso das confidentes e que não faltem a birita e o violão para alegrar os ouvidos, sempre carentes de uma boa conversa.

E assim seguimos, porque a noite ainda nem começou. Afinal de contas, o Rio de Janeiro continua lindo, com seus encantos mil.

Este é o retrato pintado em aquarela, em prosa e verso, descrevendo um passeio pelo bairro mais boêmio e acalentado da cidade, minha saudosa Lapa.

Eternizada em belas canções regadas sempre com muita alegria e a retórica característica das tribos que circulam entre os caminhos que levam a recantos mágicos e charmosos.

Os arcos, com sua arquitetura suntuosa, são um dos cartões postais do Rio 40 graus. Uma história diferente escrita a cada noite, em que a energia contagiante que emana de todos os lugares, quase uma súplica, nos convida a permanecer por lá.

Impossível não mencionar o Circo Voador, reduto da rockeiragem, inaugurado na década de 80, onde a virtuose das grandes bandas que ali desfilaram seus clássicos transformou o cenário e colocou a audiência num transe apoteótico. Um lugar fantástico com seus eventos únicos e eternos.

Um público diferenciado é o que se nota quando circulamos entre as mesas das biroscas, bares, pubs e botecos, passando pela sofisticação dos bares badalados, onde podemos encontrar desde intelectuais e artistas a anônimos, que dão o tom eclético à atmosfera reluzente e vibrante deste lugar.

É claro que não podemos esquecer o samba, sinônimo de boemia e tradição, um ritmo contagiante e eterno. Onde quer que estejamos, há alguém empunhando um cavaco ou pandeiro e, basta um som começar para a galera fazer a roda e a temperatura se elevar, sambando até cansar.

E haja cerveja, caipira e tira-gosto. Este é o clima ideal para curtir esse lugar efervescente e sedutor.

É difícil aproveitar todos os pontos pitorescos, becos e points numa única noite; é necessário fazer várias incursões ao local, onde é possível descobrir algo novo, mesmo já tendo visitado os mesmos lugares. Um déjà vu envolto numa neblina insólita.

A socialização é algo surreal, os assuntos variadíssimos e extremamente inusitados aguçam nossa percepção e ampliam nossa visão cosmopolita e comportamental. Um lugar que inspirou muitas histórias e compilou muitas composições memoráveis.

Entre uma conversa e outra, percebemos uma despreocupação quase infantil, em que, por alguns instantes, o tempo parasse e cada mesa fosse um ecossistema diferente, embora compartilhassem a mesma essência e graça carismática que o ambiente proporciona.

Quero crer que minha companhia, elegante e recatada, da qual desfruto imensurável prazer, confabulando por horas durante esta noite agradável de lua nova, possa me sentenciar, junto a ela, a esquecer do tempo e estender nossa permanência aqui ou acolá, como se não houvesse amanhã, entregando-se ao mais puro êxtase libertino.

Certamente, amanhã é outra noite, misteriosa e inconsequente, em que o intervalo do dia serve para refletirmos e rejuvenescer a alma, pois, como um bom e típico flâneur, a vida deve ser vivida intensamente com os deuses da noite como testemunhas e a boemia como enigmática anfitriã das paixões e aventuras.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa

Dia 20: Sinopse de um destino

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Alguns episódios em nossas vidas são surpreendentes e, por vezes, inusitados, mas, como por encanto ou motivados por desafios e circunstâncias alheios à nossa vontade, eles reaparecem e, após minutos de reflexão, fazemos um autoquestionamento: por que não?

Claro, estou me referindo a um sonho de um projeto literário há muito engavetado numa caixa empoeirada, repleta de marcas do tempo, suplicando uma atenção detida e, justamente agora, parece ser a hora de empunhar a arma mais poderosa e temida da face da terra: a caneta!

Dando continuidade aos pensamentos, numa sucessão linha a linha, até a finalização de algo que se assemelha a um livro.

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O tema, naquela época, era algo similar à saga de um jovem, ainda cheio de dúvidas, que paulatinamente vai escrevendo a sua história e, à medida que as novas descobertas vão se descortinando em sua trilha cheia de provações, sem pódio de chegada, champagne ou beijos de namorada, ele chega a constatações que mais se parecem enigmas do que respostas.

Nesta jornada sinuosa e repleta de armadilhas, ele encontrou a sua força motriz, que o impeliu cada vez mais à frente, fez cometer muitos erros e escolhas pouco ortodoxas, contudo, foram primordiais para forjar uma mentalidade de crescimento contínuo e racional.

Estamos evoluindo nesse plano e, sabendo disso, precisamos nos desafiar cada vez mais e não sermos meros espectadores. O termo “desafiar” sempre será entendido como uma competição pessoal; ser melhor do que eu fui ontem é o oposto da competição com o próximo (não há recordes mundiais em jogo).

O que há é a busca incessante por conhecimento e desprendimento das coisas mundanas, sedutoras e materiais que aprisionam a alma e corrompem nossos valores.

Todos os dias, quando acordo e cumpro meus rituais matinais, rogo a Deus para que me dê iluminação suficiente para discernir o certo do errado e sabedoria para distinguir as duas coisas, sem, no entanto, jamais cometer injustiças.

As pequenas vitórias diárias em qualquer atividade que realizamos devem ser comemoradas, contudo, esquecidas rapidamente; assim, nos manteremos ativos e alertas contra a vaidade e/ou quaisquer pecados capitais que tentem sussurrar em nossos ouvidos, fazendo-nos desviar do caminho da retidão.

Os objetivos que definimos no início da nossa jornada, ainda na infância e juventude, podem ser alterados sem nenhum arrependimento ou mais à frente na vida, se formos tomados pelo sentimento de autocomiseração. As escolhas devem ser feitas e as suas consequências, apenas nossas.

“Não temos todo o tempo do mundo. Afinal, somos finitos. Portanto, as nossas circunstâncias e as nossas oportunidades também o são. Coragem de ser imperfeito é o que nos torna seres únicos e, portanto, temos que seguir em frente porque a sorte segue a coragem (Mário Sérgio Cortella).

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Acredito que os spoilers até aqui discorridos sejam uma prévia do que poderá se tornar esse livro, uma vez que a vida é uma sucessão de escolhas e acontecimentos e, o que nos trouxe até aqui, não necessariamente nos levará adiante por diversos motivos.

Os métodos laborais e cognitivos de outrora foram substituídos ou sucedidos por outros mais eficazes e modernos. Sendo seres adaptáveis, temos que nos reinventar. A tecnologia comprova isso e as exigências impostas na atualidade validam tudo o que já foi dito até então.

Quando declaramos alguma coisa ao universo, seja o que faremos ou desejarmos, ele prontamente se encarrega de sinalizar o caminho que deveremos percorrer. Compete a nós entender o seu significado e ajustar as velas para que o trajeto seja menos turbulento, pois, no final, tudo dá certo; se não deu certo, é porque não chegamos ao final.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa

Dia 19: A esperança futurista de um mundo melhor

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Estamos habitando um tempo de muita desigualdade, clandestinidade e culto ao ego, em que as coisas são mais importantes que as pessoas e o próximo tem um valor momentâneo, apenas para satisfazer os interesses daqueles que manipulam, subjugam e detêm o poder.

Eu concordo que está difícil conviver nesse tempo que deveria ser de belezas e benesses para nós, porque concebemos tecnologia e recursos o bastante para nos proporcionar a riqueza do bem-estar e não a barbárie, a iniquidade e o desrespeito ao planeta.

Dito isso, resolvi utilizar meu conhecimento em astrofísica e pôr em prática o projeto de uma cápsula do tempo em forma de nave, que nos levará a futuros menos sombrios e, quando for descoberta, as informações nela contidas poderão iniciar a construção de um mundo diferente, sem injustiças, próspero e sustentável.

Os dados que são gerados em nanossegundos podem narrar a ascensão e queda da humanidade e mostrar as novas civilizações, o que não fazer para que o mundo seja um lugar habitável e menos inóspito.

Ao contemplar nossas criações que foram projetadas para gerar praticidade, conforto e estabilidade, sentimos orgulho, mas, em seguida, a deturpação da informação inerente a interesses escusos transformou nossa vida num cativeiro.

Mais uma vez, as pessoas no centro de tudo têm ao seu dispor a oportunidade de realizar algo importante; no entanto, fazer o certo não dá visibilidade nem status, num mundo em que se valoriza o ter em detrimento do ser, um cenário cada vez mais distópico.

As guerras que devastaram nações e não trouxeram nada de benéfico serviram para satisfazer vieses políticos, religiosos, étnicos, ideológicos, econômicos, territoriais e vingativos; uma demonstração bizarra e totalmente inaceitável de seres ignóbeis e desprovidos de inteligência.

A extensão dos assuntos catastróficos e genocidas tomará muito tempo neste relato que tem o objetivo de ser breve e direto; além disso, o enorme banco de dados que a máquina do tempo levará conterá todo o cerne da questão para uma tomada de decisão sensata e eficaz.

É claro que existe o lado bom da vida porque, para convivermos com alguma sanidade neste mundo soturno, precisamos extrair o melhor de cada um de nós e, ainda temos esta condição, basta olhar ao redor, mesmo com a degradação latente, aproveitamos o melhor da vida hoje e as oportunidades que a tecnologia tem criado.

O aumento da expectativa de vida, a mobilização cada vez maior da sociedade para exterminar o preconceito com políticas afirmativas e ambientalistas mais claras e justas, é sim um pluralismo ideológico em que a diversidade será reconhecida e respeitada, embora ainda estejamos muito longe do cenário ideal.

Enquanto pudermos sonhar, poderemos conceber, seja daqui a 50 anos ou 1000 anos. O importante é ter consciência de que é possível, mesmo que pareça improvável, pois nada suplanta a união e vontade indômita do ser.

Nós já experimentamos isso em outros tempos quando povos foram praticamente dizimados e renasceram após muito investimento em educação, trabalho, consciência política, nacionalismo, diversidade e tecnologia.

É difícil curar esta dor e as cicatrizes profundas que restaram são a prova disso, mas temos que seguir em frente e acreditar que a resposta que a cápsula carrega será a chave para a transformação. Convivemos com o passado e aprendemos com ele; no futuro, teremos a certeza de que será possível construir um mundo melhor.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
#DesafioDoMatheus #escritacriativa