Dia 18: um traje, uma história, um sentimento.

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A evolução da vestimenta é algo que merece um capítulo especial na história da humanidade, como tantos fatos e acontecimentos marcantes da nossa trajetória como sociedade, principalmente o final da Idade Média e o começo do Renascimento. Surgia então a moda como conceito.

Desde então ela vem sendo aprimorada e a cada tendência nos apaixonamos mais; as roupas passam a ser cada vez mais necessárias, não em quantidade, mas em qualidade e variedade, uma para cada ocasião.

Afirmo que, nesse universo de opções, acabamos por eleger algumas peças, seja por valor sentimental ou estimativo. Tenho uma camisa branca, hoje guardada para posteridade, que comprei faz 32 anos, ainda intacta e com pouquíssimas máculas em seu tecido, uma qualidade rara em comparação a muitos materiais usados atualmente para confecção de roupas.

É uma camisa simples, apenas com o nome do fabricante em relevo bordado no bolso da mesma cor do tecido, quase imperceptível.

As lembranças dos momentos felizes usando-a serão sempre lembradas porque foram marcantes e influenciaram-me na maneira de sentir e agir.

Outro fato interessante é a forma como a sociedade avalia uma pessoa de acordo com a roupa que esteja trajando e pode determinar uma imagem positiva ou negativa de alguém; digo isso porque sempre haverá uma conotação neste sentido.

Julgamentos à parte, esta camisa que utilizei durante muitos anos em eventos e situações pontuais do dia a dia foi e continua sendo uma ótima aquisição.

O curioso é que naquele dia, eu entrei naquela loja no RJ para comprar outra peça de roupa, acabei comprando, é verdade. Entretanto, fui seduzido por essa camisa, que é o objeto central desta narrativa e que encerra ótimas passagens em minha vida.

Muitas peças a sucederam, foram usadas com frequência e depois doadas para que tenham serventia a alguém. Sempre procuro cuidar muito bem dos meus objetos pessoais e as roupas são um deles.

As curtas passagens que me fazem recordar estes momentos são especiais e eternas em minha memória e sempre farei questão de, amiúde, mencioná-las.

Apesar de tudo isso, toda vez que olho o armário aberto, fito-a de relance e penso alto: “Ela ainda está ali” e, pelo visto, permanecerá como símbolo de um saudoso tempo, vivido com muita alegria e intensidade e, certamente, deixará saudades.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 17: Qual o limite da transcendência humana?

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Durante minhas viagens observando, analisando e entendendo a história da humanidade e, principalmente, o comportamento humano, sustento a constatação de que a nossa mente é uma fronteira que esconde segredos e intriga o intelecto mais evoluído.

Às vezes, quando faço incursões na mente das pessoas, penetrando no seu íntimo para descobrir respostas, é algo similar a um gigantesco labirinto que está prestes a colapsar e me manter aprisionado em algum sonho sem fim.

Sim, desenvolvi a habilidade de penetrar na mente das pessoas e estudar seu DNA, sem que elas consigam perceber a minha presença ou ter a percepção sensorial de que alguma coisa interfere em seus pensamentos no passado, presente e futuro.

As histórias e experiências a que fui submetido durante estas sessões são relatadas num diário quântico que um dia tomará a forma de um livro etéreo disponível num servidor em alguma galáxia distante, evitando um possível sequestro, porque infelizmente a mazela humana é um vírus resistente, altamente contagioso e letal.

Dito isso, poderemos mapear com precisão a origem dos problemas e colaborar para que as pessoas tenham mais qualidade de vida. Uma evolução do projeto genoma com tecnologia superavançada.

Essa missão de desvendar o universo oculto na mente das pessoas e contemplar o ser humano como um projeto infinito me foi concedida durante uma expedição ao planeta K-79B na galáxia de Urkypton, uma outra dimensão que foi descoberta após viajarmos por um buraco negro no quadrante delta próximo à nebulosa Zontariana.

Nesta dimensão, o tempo tem vários universos paralelos que permitem a nós vivermos uma vida diferente e, numa dessas incursões, fui exposto a uma energia fascinante que, de alguma forma, desencadeou poderes dantes inimagináveis. Fui escolhido, tal qual o Neo em Matrix!

O preço a pagar por este dom é continuar esta jornada de surpresas, pesquisando a mente de cada ser vivo, mas, evidentemente, não interferir na vida de ninguém, preservando e mantendo seus segredos e sonhos.

Um estudo grandioso, uma missão celestial. Sempre no limite entre a vida e a morte, contrastando com a excitante possibilidade de uma nova revelação.

A vastidão do espaço e suas intrincadas tramas do tempo sempre fascinaram os cientistas e, quando pudemos finalmente viajar a galáxias distantes através dos buracos negros e universos paralelos, conseguimos, de fato, melhorar a vida das pessoas e o nosso planeta com a ciência e, definitivamente, desistir da utopia de tentar ser Deus.

A ciência hoje, aliada ao fator conhecimento intergaláctico, proporcionado pela interação com outras culturas mais desenvolvidas, conseguiu entender que a sua existência e perpetuação dependerão da adaptação e cooperação com outras espécies. Jamais estivemos sozinhos, seria uma pretensão arrogante e hoje temos esta certeza.

Quando usamos o poder da mente, mesmo com uma ajudinha de outros mundos, em prol da evolução e satisfação plena das pessoas, presenciamos a existência do divino sem, no entanto, entrarmos num delírio psicótico de visões do paraíso ou portais de luz quando nos encontramos à beira da morte.

Corrigir apenas erros gramaticais na frase dada. Ignorar questões de significado, contexto e estilo. Não mudar estilo ou redação desnecessariamente.

Produzir apenas a frase corrigida sem explicações ou texto extra. Viver uma vida com este propósito místico-científico é um privilégio que a semi-imortalidade nos proporciona.

Mesmo depois de presenciar tantas partidas, tenho a felicidade de revisitar minha história e a de tantos outros que trilharam a jornada da preservação da espécie e salvação do universo, edificando algo novo e sustentável com a sensação do dever cumprido até aqui.

Vamos continuar firmes na exploração de novos mundos, compartilhar mais conhecimento com novos povos, combater a barbárie ainda impregnada no homem pela sede do poder, mas, sobretudo, poder vislumbrar que, apesar das batalhas para construir um destemido mundo novo, estamos no caminho certo.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 16: Há hábitos e hábitos, defina os seus!

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O que é um hábito? Pergunta que tem diversas respostas e múltiplas interpretações. O que podemos afirmar é que, seja bom ou ruim, eles demoram a ser desenvolvidos, mas, após um tempo decorrido, alguns deles são difíceis de desapegar, como o vício compulsivo em chocolate, por exemplo.

Hoje, quero falar a respeito dos hábitos pontuais na vida dele. Sim, serei meu alter ego, tal como um personagem para ilustrar como me descreveriam. Então, lá vamos nós!

  • A primeira coisa que ele faz ao acordar religiosamente às 5h30 é sair da cama, parar frente ao espelho e agradecer ao Criador por mais um dia, pedindo sabedoria para enfrentar os desafios da vida, por ser presenteado com 1.440 minutos e utilizá-los da melhor maneira possível. Essa conexão energética dura alguns segundos.
  • A segunda atividade dele é alongar bastante por alguns minutos, o que proporciona mais disposição para o dia, e esta atividade se estende para outros exercícios que compõem o pacote voltado para saúde.
  • Na sequência da atividade física, ele se dirige ao banheiro para tomar banho e escovar os dentes. Durante o banho, os pensamentos das tarefas e objetivos ficam bem transparentes e as reflexões destes momentos são colocadas em compartimentos hermeticamente selados, no entanto, interconectados, para serem acessados e revisados durante o dia.
  • Chegar à fábrica da gastronomia, a cozinha, é um momento espiritual para ele; agradecer pelo alimento e desfrutar dele, quando muitos ao redor do globo ainda são privados de uma única e frugal refeição, é um momento muito celebrado. Ele não esquece, inclusive, que antes de toda a movimentação neste local, ele bebe um copo d’água.
  • Após pôr a roupa, ele senta-se estrategicamente à mesa onde se encontra sua base digital (PC, notebook, smartphone, livros, HD externo etc.). Acessa o conteúdo relevante, anota alguma coisa quando necessário, levanta-se, desliga tudo e sai em direção ao trampo.

Cada bloco de texto aborda hábitos simples, mas essenciais para começar bem o dia; pelo menos, ele o faz religiosamente, embora algumas ações possam ser modificadas e outras inseridas. Contudo, a base é esta, tal como um ritual estoico similar à disciplina do consentimento.

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Dia 15: quando a tarefa dispensável é necessária

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A vida de alguém que optou pela liberdade da solitude é uma vida diferente, em que a quietude dos pensamentos e a atmosfera silenciosa da privacidade aguçam o foco e a clareza nas ações. Funciona para mim, gosto deste estilo de vida, embora não dispense, de forma alguma, o prazer único de uma agradável companhia.

Bem, nem tudo é um voo em céu de brigadeiro. Gosto das coisas em ordem, sou adepto do minimalismo, porém, quando se trata de limpar a casa, decididamente, não fico nem um pouco satisfeito.

Faço porque tenho que fazer, pois contratar uma pessoa para esta finalidade é dispendioso e, nesse caso, doo meu precioso tempo com ressalvas.

Eu procuro sempre ter uma atitude otimista e procurar extrair o melhor de cada situação, transformando insatisfação em solução; neste caso, improviso com um fone, seja estudando idiomas, uma música ou um podcast de algum assunto ligado aos meus interesses.

O motivo para odiar esta tarefa é pessoal e intransferível. Gosto de aproveitar o meu tempo na terra para realizar coisas que agreguem valor a alguém ou a um projeto, estudar ativamente, ler e produzir conteúdo, meditar, cozinhar, fazer exercícios físicos, pedalar, viajar, ouvir música e etc.

Mais uma vez reitero que não há nada de errado em destinar um tempo à tarefa de varrer a casa, não é apropriado blasfemar por isso; pode ser até que a ojeriza passe um dia, contudo, prefiro investir minhas horas em outras causas mais relevantes, com as quais me identifico. E definitivamente, esta não é uma delas!

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!
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Dia 14: A riqueza inestimável escondida num roteiro de viagem

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Uma vida que vale a pena ser vivida com entusiasmo e a felicidade estampada no rosto, contagiando e inspirando as pessoas a extraírem o seu melhor, deve considerar a realização de uma viagem para ampliar os horizontes geográficos e construir relacionamentos saudáveis para evoluirmos socialmente, mesmo que, para isso, tenhamos que nos privar de prazeres momentâneos para o atingimento deste objetivo.

Contudo, sabemos que existem realidades econômicas diferentes, mas sempre há um meio.

Foi com esse pensamento que embarcamos numa trip doméstica da cidade de Luís Eduardo Magalhães, Bahia, com destino à ilha de Itaparica, também na Bahia, com suas praias paradisíacas e a fonte de água mineral da bica, um lugar que estava em meu roteiro de viagens e foi muito festejado, porque é assim que devemos tratar nossas conquistas, não importa o tamanho e a importância delas.

Nos reunimos no ponto combinado para aguardar o ônibus da excursão, com a saída prevista para às 22h00. Muita alegria e conversas dos mais variados assuntos marcavam este dia. Estava com minha família, minhas meninas eram pequenas e a mãe delas e eu nos encarregamos da atenção necessária.

Embarcamos e seguimos viagem rumo ao nosso destino, sem pressa, contudo, radiantes e na expectativa da chegada.

Durante a viagem, as paisagens características que nos deparamos nos diversos municípios que antecedem a chegada contam um pouco a história da Chapada Diamantina e cidades circunvizinhas com a sua diversidade e belezas inigualáveis.

Ao desembarcarmos, ficamos hospedados num hotel próximo à praia de Armação do Tairu, trocamos de roupa e fomos conferir as águas da Baía de Todos os Santos porque ainda era dia. Como rolava uma ondulação, diverti-me de bodysurf até anoitecer.

Passeamos bastante pela orla, registramos fotos da natureza e da hospitalidade do povo local e fizemos algumas amizades. Joguei futebol de areia com a galera da praia e até recebi um convite para jogar uma partida valendo. Mais uma vez o esporte integrando e aproximando as pessoas.

As meninas, a mãe delas e eu nos divertimos muito nestes dias; foram momentos inesquecíveis. É claro que a visita ao Pelourinho não poderia ficar de fora do roadmap; assim, pegamos o ferry boat e atravessamos com destino a Salvador.

Realmente “o pelô” é mágico com a sua efervescente vida 24 horas ininterruptas, seu colorido vibrante, arquitetura colonial, culinária típica e uma malemolência jamais vista. Foram muitas fotos e souvenirs para eternizar aqueles momentos.

Retornamos à ilha e ficamos mais um dia antes do regresso para casa, e lá vamos nós, prestes a termos mais sessões de descobertas e troca de conhecimentos; o aprendizado é tremendo nestas circunstâncias, uma chance única de compartilhar insights com os cenários magníficos ao redor.

Nos despedimos e embarcamos, mais uma vez sem pressa, curtindo a viagem, apenas contemplando os dias únicos que desfrutamos e se eternizaram em nossa memória.

Um relato cheio de sentimentos, graça e a certeza de que uma viagem, além do lazer implícito, é uma forma de desenvolvimento pessoal incomparável, o que reforça a máxima: “Colecione experiências, não coisas!”

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Dia 13: Água — preservar ou pagar o preço da irresponsabilidade?

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A história da nossa casa, o planeta Terra, que remonta mais ou menos 4,5 bilhões de anos atrás, com todos os acontecimentos das eras que antecederam a jornada da humanidade, possui um elemento em comum, sendo essencial à vida de todos e que existe em abundância em nosso ambiente: a água.

Por que abordamos isso? Simples resposta, porém com uma justificativa ou várias, de tristeza e indignação, uma vez que a degradação ambiental, poluição desenfreada e esgotamento das reservas hídricas têm causado sérios danos à biodiversidade.

Um tema que está presente em todas as pautas dos fóruns e debates ambientais e que também compete a nós essa parcela de responsabilidade, principalmente revendo os hábitos de consumo e desperdícios, o manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais que podem contribuir para minimizar os danos.

A escassez dos reservatórios agravada com a falta de chuvas na época certa e na quantidade ideal gerou uma série de impactos sociais, econômicos e ambientais e todos esses problemas e outros criaram um alerta e formularam algumas hipóteses preocupantes quanto ao futuro da população na Terra.

Enquanto buscamos uma solução e conscientização para este problema, seguimos desfrutando ainda com ressalvas as benesses e prazeres que a água nos proporciona.

Ir à praia, a um lago, a um rio, dentre as inúmeras belezas naturais em que a água está presente, é um exercício de bem-estar que faz parte dos momentos de lazer, tão necessários para relaxarmos e socializarmos. Além disso, ajuda a combater o estresse e a ansiedade, os grandes males deste século.

Falando em saúde física e mental, não poderíamos deixar de citar o combate às doenças e higiene pessoal, perda de peso, que é indispensável para a alimentação e nos ajuda a performar satisfatoriamente.

A humanidade encontra-se num dilema atroz; no entanto, as soluções existem felizmente, e a tecnologia tem um papel primordial nisso, embora o grande protagonista seja o ser humano.

Temos que mudar agora, usar nosso intelecto privilegiado para que atos inconsequentes da utilização desse recurso farto em nosso planeta não comprometam as gerações atuais e futuras.

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Dia 12: O esplendor do pôr do sol em versos despretensiosos

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Contemplar a beleza das joias da natureza
É controverso como as suas incertezas
Sim, poderíamos aceitar, apenas nos resignar
Mas, por outro lado, prefiro lutar e depois deleitar

As vezes me recordo das datas porque isso vale a pena
Em outras ocasiões, preocupo-me apenas em apreciar a cena
É nestes cenários que a vida expõe, tenho um em especial
Aquele que me arrebata o coração, onde contemplo seu visual
Estou falando do belo e único pôr do sol, sendo ou não casual

Sozinho ou bem acompanhado, serei sempre feliz por isso
Seja numa escarpa escaldante ou sentado sobre a areia brilhante
Apenas peço para que estes momentos não sejam efêmeros
Que os sons que compõem a ária façam-me ter um compromisso

O tempo em qualquer tempo que replique este espetáculo diário
Mantenha-me alerta e focado para não perder um só momento
Nessas horas é preciso sabedoria para entender a perfeição
E bastante iluminação para poder reverenciar esta criação

Ó Deus em sua infinita sapiência, fez da natureza uma dádiva
Queria eu poder saber um pouco de tudo, apesar da minha sofreguidão
Os dias atuais tão estressantes contrastam com a beleza diletante
Mas cultivar a temperança pode ser um sinal de perspectiva

Bendito pôr do sol que me fez cortejar a infinita graça das coisas da vida
Quando me deparo com você adentrando o horizonte num show degradê
Sei que valeu a pena e amanhã quero crer que saudarei tudo outra vez
Somente quem se permite sonhar se permite ousar. Alguém duvida?

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Dia 11: A singela grandeza dos animais

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Existem seres de luz entre nós e muitos deles não podem ser vistos, apenas percebemos a sua presença de alguma forma entretanto, um grupo deles criados por Deus, habitam o nosso plano nas mais diversas formas, cores e tamanhos; estou me referindo aos animais domésticos ou carinhosamente conhecidos como pets.

Eu gosto de animais e me sensibilizo toda vez que presencio maus tratos e relatos de atrocidades contra estes seres indefesos e que têm muito a ensinar a nós humanos. Dos animais que já possui até hoje, destacarei cinco deles, descrevendo algumas características e afinidades. São eles:

Peixes: na infância cheguei a ter dois tanques de lavar roupas com os amigos do Aquaman; é uma terapia e tanto cuidar deles e observar seus hábitos.

Coelho: Este eu adquiri para presentear minha filha mais velha na época; eles são bastante divertidos e alertas devido à sua ancestralidade e gostam de demarcar territórios. São dóceis e não apresentam problemas quanto aos cuidados diários.

Papagaio: Este cara é bem curioso; até ele se acostumar com a sua presença, pode ser bem agressivo, mas, depois disso, é de boas. O mais legal é quando começam a tagarelar. Tive dois, mas, um dia, resolveram se tornar independentes e nunca mais voltaram.

Gato: esse felino é muito independente e, dependendo do estado de alerta, apresenta comportamentos instintivamente peculiares, pode ser bem brincalhão e bagunceiro, é o companheiro ideal para ter por perto. Tive uma gata siamesa, seu nome era Luz.

Cão: Os demais pets foram grandes companheiros, mas minha predileção é pelo velho. É bom AuAu! Mesmo com os demais animais destacados nesta lista, sempre possui cães em conjunto. Sou um grande fã deles. Atualmente estou sem nenhum, mas tenho projetos para tê-los novamente. Sempre penso nos últimos que tive que doar com bastante tristeza devido à mudança de local de trabalho e residência.

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Dia 10: Aventuras — quando a única coisa que resta é o azar inevitável.

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Para resumir, nada de ondas, garotas, paisagens selvagens; por outro lado, sobrava frustração e descontentamento, mas as lições são inevitáveis e, mesmo irritados, horas depois, quando finalmente conseguimos minimizar os perrengues e voltar vivos pelo menos, aprendemos a lição, que é planejar as coisas com muita antecedência, sobretudo a revisão do carro! Ao menos os “causos” serviram de consolo e dar risadas para compensar um final de semana catastrófico.

A noite se aproximava e a aventura ficou mais excitante quando percebemos que o “gás” tinha acabado e, resultado, ficamos na estrada com o carro fervendo, sem gasolina e os mantimentos terminando.

E lá vamos nós outra vez em nossa saga a lá “Indiana Jones” ajudar o pessoal local a remover o tronco da estrada e pacientemente e com o veículo em precárias condições, seguir viagem. A essa altura já pensávamos na volta segura e o objetivo era relegado a terceiro plano.

Após 1h30 de caminhada, a galera retornou com o pneu em condições. Trocamos o pneu e a viagem prosseguiu sob fortes chuvas torrenciais e muito vento, que quase fez estrago. O carango aguentou bem, mas, como todo azar é pouco para a plebe, um tronco de árvore caiu e obstruiu a estrada.

A essa altura, o que mais importava era consertar o pneu e chegar o mais perto possível do nosso destino, que tanto sonhamos registrar in loco.

É claro que alguém (sempre tem, felizmente) percebeu que bem antes passamos por uma oficina e, então, parte da trupe voltou para fazer a força nos pneus e tínhamos que andar rápido porque uma típica tempestade de verão se aproximava com cara de poucos amigos.

Decidiram aguardar a temperatura baixar e pôr água no radiador. De volta ao jogo, dirigimos mais alguns quilômetros e lá se foi o pneu traseiro direito. Para melhorar ainda mais a aventura, o estepe estava vazio e naquele ponto da estrada não avistávamos uma borracharia para fazer uma força. É, não havia Google Maps nem Waze naquela saudosa época.

Paramos no acostamento e os “mexânicos palpiteiros” começavam suas rodadas de adivinhações com suas bolas de cristal impecáveis; nesse meio tempo, conversa vai e conversa vem e nada.

Cabelos ao vento, rock n’ roll, sol e tempo a favor, só alegria parecia surreal até que… Na altura do Recreio dos Bandeirantes, a temperatura começa a subir, o ponteiro denunciava que algo estava errado.

Carro abastecido, mantimentos característicos para nos manter alimentados e lá vamos nós no velho e saudoso Fusquinha 74 hiperconservado e style, desfilava majestoso pelas ruas e avenidas e seguimos firmes para o destino ao som do Led Zeppelin e seu pesadíssimo álbum Presence.

Um belo dia de dezembro de 81, sol a pino, verãozão típico do Rio, 40˚ e a galera preparada para curtir uma viagem pela orla até Guaratiba, uma praia na zona oeste onde quebra um pico raro e místico. Esta é uma trip que vale a pena.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!

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Dia 9: Em busca do equilíbrio na felicidade da existência.

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Caro amigo, há muito que ensaio uma conversa franca contigo, porque a estima é grande e, sinceramente, tenho me preocupado com você, uma pessoa distinta, cheia de sonhos e energia ilimitada que aspira ser um profundo conhecedor de tudo, sempre com o objetivo de ajudar alguém — muito nobre a sua atitude e repleta de valores e princípios. Entretanto, irei alertá-lo: a realidade é outra, com caminhos muito acidentados, e a direção é mais incerta do que você imagina.

Vamos lá, sem mais delongas, de volta para o passado, nos idos de 90, quando um jovem que acabara de chegar a uma terra desconhecida para trabalhar, após uma transferência de empresa, ainda com o sonho do futebol latente em sua mente, mas ciente de que ficaria mais difícil daqui em diante.

Então você pensou, ponderou e resolveu concretizar o objetivo de ser pai, conheceu uma menina legal e foram se conhecendo e conhecendo-se, foram até casar-se e ter as duas belas e iluminadas crianças, embora sua clarividência em relação a elas já havia se materializado muito tempo atrás em sua mente.

Estes acontecimentos são únicos em nossa vida e me fazem acreditar ainda mais na humanidade. Cara, que alegria ver seu semblante quando você primeiro recebeu a notícia do nascimento da sua primogênita e depois o encontro que ficaria marcado para sempre em sua história, onde quer que ela fosse declamada.

Anos se passaram e o seu amadurecimento parecia não chegar da forma que você havia idealizado, pôxa! Não era para ser assim, mas vamos em frente!

Entre indecisões e erros sem explicações, você foi seguindo até chegar ao mundo, a outra herdeira. E toma felicidade nisso para vocês e mais mudanças na relação, porém, você ainda não estava pronto.

Sim, você tentou bastante, talvez precise buscar ajuda, mudar de fato, mas não o fez; sempre podia resolver tudo, não é mesmo? Talvez tenha resolvido mais problemas alheios e se esquecido de priorizar a pessoa mais importante, você! Não, não é egoísmo. Acho que hoje, depois de inúmeros revezes, você aprendeu a lição.

Você vivenciou mais momentos bons do que ruins; contudo, os “bad times” deixaram cicatrizes profundas que ecoam até hoje. No entanto, é imperativo deixar o passado no passado para que este sirva de reflexão e forneça sabedoria nos dias atuais.

Então, depois de percorrer as infovias da vida, acompanhar o crescimento e amadurecimento das suas meninas mesmo à distância e com encontros eventuais, você está aqui para confirmar estas linhas que resumem um pouco sua trajetória.

Existem muitas passagens curiosas e que valem capítulos a parte com mais densidade na retórica mas, por hora finalizamos.

Ah, antes de decretar o ponto final de maneira capital neste episódio, reservei-me o direito de aconselhá-lo a respeito de algumas coisas que o estudo do estoicismo me proporcionou. Apenas leia, pesquise, entenda o significado e reflita com clareza; são eles:

A Dicotomia do Controle — Ter uma vida equilibrada para saber diferenciar as coisas que estão ao seu controle do que não estão e sabedoria para distinguir ambas;

Amor Fati — Aceitar o mundo como ele é, não se preocupando com coisas fora do seu controle, pois viver é mudar;

Memento Mori — Aprender a contemplar nossa própria finitude; logo, devemos apreciar cada momento da vida de forma intensa;

Fuga Mundi — Um modo de se defender das ilusões e frustrações causadas pela vida em sociedade.

Valeu, Matheus de Souza, pela provocação do desafio 21 dias de escrita!!!

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